País sem futuro

  O principal fundamento do sobrevivencialismo é se preparar para problemas que podem ocorrer no futuro e para que nossas preparações sejam efetivas precisamos analisar de forma ampla e detalhada os rumos da sociedade atual. Alguém uma vez disse que para se conhecer o futuro basta que olhemos para os jovens de hoje e partindo dessa premissa podemos concluir que nosso futuro não será dos melhores.

  Antes de analisar a juventude atual, vamos voltar um pouco no tempo para entender como se chegou ao nível de degradação que vemos hoje e quais são os rumos possíveis para o futuro. Uma degradação dessas proporções, assim como os acidentes graves, não é fruto de uma única causa, mas de uma combinação de vários fatores, analisando cuidadosamente como o passado alterou presente podemos prever com maior grau de exatidão como será o futuro.

Passado

  O início do problema pode ser datado da década de 60, pois até os anos 50 a sociedade ocidental vivia dentro de um sistema de valores praticamente inalterado por séculos e por mais que as críticas a esse sistema sejam válidas e razoáveis, ele ao menos preservava a unidade familiar que é um item fundamental para uma sociedade minimamente sadia e segura.  Em meados dos anos 60 com o advento de métodos anticoncepcionais eficientes as pessoas começaram a rejeitar completamente os valores tradicionais fazendo o que ficou conhecido como “revolução sexual”.  Isso fazia sentido, uma vez que boa parte das proibições culturais vigentes na época envolvia restrições ao sexo e tais proibições existiam principalmente para evitar o nascimento de filhos indesejados, mas o que os “revolucionários” não entenderam é que os princípios morais não existiam apenas por essa razão e acabaram, como se diz na gíria, jogando fora o bebê junto com a água do banho.  Não há nenhum problema em se trocar a religião ou o sistema de valores de uma sociedade, aliás, é até saudável que isso aconteça, mas o fato é que destruíram um modelo e não colocaram nada no lugar, não surgiu nenhum sistema ético, religioso, filosófico, político, tribal ou de qualquer natureza que substituísse o anterior e por mais que a moral cristã tradicional seja digna de censura, era melhor do que o nada que se seguiu, é como se tivessem tirado um pneu careca de um carro e não colocassem nada no lugar, um pneu careca é melhor que nenhum pneu.

  A popularização dessas idéias de subversão da moral familiar tradicional como a banalização do divórcio, apologia à promiscuidade, erotização precoce, diminuição do valor da mulher no lar e na criação dos filhos e tudo mais que se tornou o padrão atual, ocorreu nos anos 70 e 80, coincidindo com o período de migração mais intensa para os grandes centros urbanos no Brasil, as pessoas vindas de áreas rurais começaram a emular o comportamento das pessoas da cidade grande, se a promiscuidade e a dissolução familiar são nocivas para pessoas de classe média com alguma instrução, para uma legião de analfabetos as conseqüências são muito piores e como o controle de natalidade e o planejamento familiar nunca foram significativos (devido à influência da igreja) o quadro começou a se tornar trágico.

  Como se isso não bastasse, as escolas, igrejas e toda a mídia do período estavam totalmente empenhadas em promover doutrinação socialista, que é totalmente contra a formação de famílias, tida por eles como uma forma de “dominação burguesa” e portanto um empecilho para sua revolução idiota, na cabeça oca dos vermelhos a vida das pessoas deve ser controlada do berço ao túmulo pelo Estado.  Mesmo com o fim da URSS e do agora livre acesso à informação ainda temos que conviver com uma geração de imbecis que foram educados nesse sistema e nunca pararam (nem vão parar) para pensar nas inconsistências dessa ideologia fracassada. Diante desse quadro não é difícil entender porque chegamos a tamanha degradação.

Presente

  Com o conceito de família devidamente destruído, chegamos aos dias de hoje; podemos fazer uma analogia entre a degradação moral e a imigração, a primeira geração mantém a língua e os costumes do país de origem, a segunda usa o idioma apenas na infância e mantém apenas alguns costumes na vida adulta, a terceira não conhece o idioma, sabe apenas algumas palavras e costumes de maneira bastante superficial e a quarta geração não faz a menor idéia de como era o mundo dos bisavôs. Assim também acontece com a degradação moral, depois de algumas gerações sem parâmetros, perde-se o rumo. Atualmente estamos entre a terceira e a quarta geração dos que abandonaram qualquer tipo de ética familiar e a tendência é que ela deixe de existir. Agora analisemos a juventude atual, para facilitar, vamos dividi-la em três grupos: baixa renda e escolaridade, média renda e baixo nível cultural e média renda e maior nível cultural.

  Baixa renda e escolaridade – Moradores da periferia dos grandes centros, esses jovens não conhecem o pai, a mãe engravidou de um estranho e não conhece seu paradeiro, seus irmãos são filhos de relacionamentos semelhantes de sua mãe com homens diferentes e igualmente desconhecidos. São criados na rua, largados a própria sorte, pois a mãe não quer nem saber deles, para sobreviver ela trabalha em um emprego mal remunerado e quando acaba o expediente ela só pensa em ir para a “balada” arrumar outro macho e talvez fazer mais alguns filhos. Muitas vezes ela leva seus namorados para dentro de casa e como em geral são senhores de fino trato, eles vão agredir ou abusar sexualmente de seus outros filhos, mas isso não a preocupa, pois para ela o que vale é o amor…

  Geralmente quando esses jovens têm alguma sorte (se é que podemos chamar assim) passarão por creches e escolas públicas e caso sobrevivam à negligência das creches, certamente terão problemas na escola. Na escola pública, além de não aprender nada, eles terão que conviver com outros selvagens que foram criados da mesma forma, dando início a um ciclo de agressões durante a infância que culminará em criminalidade e abuso de drogas na adolescência, caso seja um menino. Se for uma menina, certamente ela terá sua iniciação sexual na mais tenra idade com um vizinho, primo, irmão ou mais provavelmente com o namorado da mãe e logo abandonará a escola por estar grávida aos 12 anos. Mais uma vez mamãe não liga e ela jamais será censurada por seu comportamento.

  Ao fim da adolescência esses jovens de baixa renda serão incapazes de desempenhar qualquer papel decente na sociedade e imediatamente começarão a dar continuidade ao ciclo de miséria e tragédias resultantes desse comportamento repugnante, que eles veementemente se recusam a alterar; é quase impossível convencê-los a mudar o seu modo de vida, mesmo que seja para seu próprio bem. Eles farão piadas se forem admoestados e se tornarão agressivos caso alguém insista em contrariá-los, é ridículo, mas eles se orgulham da própria podridão. Se forem colocados em uma escola ela será depredada, os professores serão ignorados, se tentarem discipliná-los serão agredidos ou mortos e ainda somos obrigados a ouvir diariamente um exército de débeis mentais repetindo que a educação é a solução.

  Diante das inevitáveis desgraças que advém disso tudo começa o show de hipocrisia, logo surgem políticos (socialistas, obviamente) isentando as novas mamães de qualquer culpa, dizendo que não é delas, mas do Estado a obrigação de vestir, alimentar, educar e sustentar do berço ao túmulo seus filhos e tudo isso “gratuitamente”, seu único trabalho é abrir as pernas e produzir mais miseráveis eleitores.  A idéia de ter tudo de graça sempre os agrada, mas o fato é que não existe almoço grátis e a conta vai ser paga por eles mesmos e pela classe média ignorante que, incapaz de raciocinar, apóia a perpetuação desse sistema votando nos políticos vermelhos, repetindo seus chavões imbecis e, com seus coraçõezinhos cheios de culpa, eles seguem prejudicando o país (e a própria vida), premiando comportamentos nocivos à sociedade, sustentando filhos que não fizeram e achando que assim estão contribuindo para um “mundo melhor”.

  A pior parte de tudo isso é que esses jovens formarão a maior parte da população do futuro, acostume-se com a barbárie, pois a tendência é piorar, e muito. No futuro não faltarão ladrões, traficantes, seqüestradores, prostitutas, estupradores e estelionatários para tornar mais feliz a vida dos jovens do próximo grupo.

  Média renda e baixo nível cultural – O tipo mais irritante de todos, pois é puro desperdício. Esses jovens nasceram em uma família de classe média comum e tiveram uma infância padrão em seus primeiros anos de vida, mas como a mentalidade da sociedade “evoluiu” o casamento de seus pais não durou muito. Como não há mais a expectativa de um relacionamento duradouro, seus pais se divorciaram (quase sempre por algum motivo fútil) e agora eles vivem apenas com a mãe. Assim como a mãe pobre a mãe de classe média também está totalmente ausente da vida de seus filhos, se a pobre simplesmente ignora despudoradamente suas obrigações a mãe moderna de classe média se esconde atrás da desculpa de que gostaria de ficar com seus filhos, mas não pode porque está “cuidando de sua carreira profissional” e que ela “faz o melhor” para eles. Na verdade ela não se importa tanto assim e sempre que pode terceiriza a criação de seus filhos, todo tempo livre deles ela preenche com balé, natação, inglês para que eles fiquem distraídos e cansados e não possam impedi-la de “curtir a vida”, no final caberá à TV educá-los.

  A criança cresce só, insegura e sem um modelo familiar definido, novos “irmãos” aparecem e somem de acordo com os relacionamentos da mãe, o pai é uma figura que aparece apenas esporadicamente e quando aparece não é querido nem respeitado, pois sua mãe vive dizendo que ele é a pior pessoa do mundo, mas ela nunca recusa seu dinheiro, segundo ela essa é uma obrigação justa por ela ter ficado com a tarefa ingrata de criá-la, ou seja, além de não ter a presença da mãe a criança sabe que ela odeia sua companhia.

  Crescer sem a presença do pai é ruim para qualquer criança, mas essa é uma situação especialmente nociva para os meninos, a mãe moderna idiota em seu delírio feminista infantilóide, vai criá-lo como a princesinha da mamãe seguindo a cartilha do “politicamente correto”, tolhendo qualquer comportamento masculino do garoto, que em sua cabeça oca ela considera “violência”.  Então está feita a desgraça, uma geração de jovens covardes e emasculados que serão incapazes de enfrentar uma simples cara feia (que dirá o governo!), presas fáceis para qualquer um.

  Quando chegam à adolescência essas crianças que cresceram sem nenhum tipo de referencial dentro de casa vão buscá-lo fora. Em japonês a palavra família é composta por dois ideogramas, o que significa casa e o que significa tribo, família é portanto a “tribo da casa” em sentido literal; como esses jovens não têm uma tribo em casa eles vão se juntar às “tribos urbanas”.  Punks, góticos, skinheads, emos, opções não faltam, eles buscam esses grupos geralmente quando não se dão bem com a mãe, quando a relação é boa eles se tornam meros playboys e patricinhas. Seja qual for a opção escolhida, esses jovens começarão a sair para as “baladas”, a coisa mais importante de sua existência miserável (e de sua mãe também), lá eles consumirão álcool e drogas em abundância para serem aceitos no grupo e se esquecerem da vida vazia que levam. Aí começa o grande desperdício.

  Mesmo tendo uma família ruim esses jovens possuem recursos financeiros e acesso a todo tipo de informação, mas eles ignoram qualquer tipo de conhecimento, a internet só é usada para fofocar e todo o dinheiro que conseguem é gasto na “balada”. Pagam caro para entrar, pagam ainda mais caro o que consomem lá dentro e quando estão fora passam o tempo todo pensando em como gastar o que lhes resta em roupas e acessórios para “fazer bonito” da próxima vez. Comprar livros? Adquirir cultura? Nem pensar!

  Vamos esquecer por um momento a tragédia humana desse comportamento e calcular apenas o desperdício financeiro. Qualquer pessoa minimamente instruída sabe que guardando trezentos reais por mês a uma taxa de juros de 1% se obtém um milhão em 30 anos, se calcularmos o quanto esses jovens gastam por mês em roupas, sapatos, maquiagem, celular, transporte, bebidas e drogas veremos que dá bem mais que trezentos reais e como a adolescência é um fenômeno que está começando cada vez mais cedo e terminando cada vez mais tarde (para muitos nunca termina), imagine quanto dinheiro é desperdiçado. Quantos deles serão “cinqüentões” que possuirão mais de um milhão? Esse é o ponto crucial para se entender os problemas do futuro.

  Assim como na fábula da cigarra e da formiga, esses jovens nada poupam e quando as necessidades surgirem eles nada terão (isso se não estiverem atolados em dívidas com coisas inúteis) e nesse momento começam os problemas do ponto de vista sobrevivencialista.

  Pessoas sem dinheiro e sem cultura se comportam da mesma maneira, seja qual for a sua origem, como a vida desse grupo de jovens não difere muito dos de baixa renda, com pais ausentes e educação formal inútil (as escolas particulares não diferem muito em qualidade das públicas, pois ambas são controladas pelo MEC, a única diferença é o ambiente físico). Quando eles se virem sem dinheiro vão agir exatamente como os pobres, veja quantos deles já agem assim, quem nunca viu um “playboy mano”?  Analisando o histórico familiar não é difícil entender como surgem essas aberrações.

  Os que não se tornarem assaltantes vão engrossar o eleitorado do grupo político mais populista e totalitário que puderem encontrar e como sempre não faltarão oportunistas para ocupar o posto. Quando eles perderem a pensão do papai ou do vovô eles vão exigir que o governo lhes dê tudo de graça, eles têm direitos, os comunistas ensinaram que é assim!  Todo mundo sabe! Esqueça qualquer perspectiva de justiça e liberdade para o futuro.

  Média renda e maior nível cultural – Esses jovens também são um desperdício, mas por motivos opostos. Nascidos em um ambiente semelhante ao do grupo anterior, esses jovens não desperdiçaram as oportunidades de adquirir cultura. Durante a adolescência, por não se enquadrarem no perfil “baladeiro”, são ridicularizados e taxados de “nerds” e anti-sociais pelos demais.

  Por terem adquirido mais cultura, eles logo percebem que não há muita perspectiva para seu futuro, sua família não vale nada, sua capacidade intelectual superior será desprezada, a polícia não os protegerá, a justiça não garantirá seus direitos e nem poderão se manifestar politicamente, enfim, se nenhuma instituição pode lhes fornecer apoio, não é de se estranhar que eles comecem a desenvolver problemas psicológicos. Raramente encontraremos jovens desse grupo que não sofram de depressão, ansiedade, síndrome do pânico e outros transtornos semelhantes.

  Os que não se perderem na doença geralmente serão bem sucedidos nos negócios e por isso se tornarão vítimas preferenciais dos jovens dos outros grupos. Os mais prósperos e livres poderão sair do país, mas os que aqui ficarem serão uma minoria desarticulada e não terão condições de se organizarem politicamente para se protegerem. Fracos e dispersos, se tornarão a galinha dos ovos de ouro do governo, serão taxados e sobre taxados de todas as formas possíveis, mas por mais que o governo os tribute a arrecadação não será suficiente para cobrir os gastos com os demais, então começarão as expropriações. Mesmo tendo uma situação financeira mais confortável o futuro deles também não será muito agradável.

Futuro

  Analisando o perfil dos jovens e a forma como as coisas estão evoluindo é fácil perceber que quando a fúria dos que tiveram e perderam se somar com a inveja e ignorância dos que nunca tiveram em um ambiente sem instituições para contê-los o caos será inevitável.

  Não podemos prever se o caos virá em forma de ditadura socialista, guerra mundial, anarquia selvagem ou tudo isso junto, mas ele virá logo após uma grande Crise Econômica (Ver Ameaças > Crise Econômica), talvez possamos escapar da crise do petróleo encontrando substitutos, mas não escaparemos da crise da previdência e quando esses fatores se combinarem quem não tiver um Refúgio Sobrevivencialista bem equipado e em pleno funcionamento estará com sérios problemas.

  Prepare-se enquanto há tempo, não espere por mudanças miraculosas, não há escapatória, o comportamento dos jovens de hoje define o amanhã e se essa juventude é o futuro este é um país sem futuro.

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