Tendências sobrevivencialistas

  O sobrevivencialismo é um conceito amplo que foi adotado por muitas pessoas de locais e origens diferentes e por isso varia bastante quanto aos métodos e estratégias usados para se atingir um fim comum: Aumentar as chances de sobrevivência frente a ameaças fatais.

  Para atingir este objetivo é necessário fazer planos, adquirir habilidades, equipamentos, construir abrigos, operar veículos e isso muitas vezes está além da capacidade financeira ou intelectual de um único indivíduo ou núcleo familiar. Criar estratégias eficientes, especialmente para situações de longo prazo, é uma tarefa complexa e por isso foram criados os grupos de sobrevivencialistas. Pessoas diferentes agem de forma diferente mesmo quando buscam um mesmo objetivo, portanto grupos bastante distintos de sobrevivencialistas com diferentes vantagens e desvantagens foram criados, basicamente podemos classificá-los em grupos com as seguintes tendências:

Ecologistas

  Buscam viver  em harmonia com a natureza, minimizando o impacto natural  causado pela civilização. Geralmente esses grupos criam ecovilas, praticam permacultura, reciclam seus resíduos, adotam um estilo de vida saudável e são amistosos. Tecnicamente são muito bons e conseguem criar formas sustentáveis para se viver em longo prazo, o que é extremamente útil para uma situação FMCC (TEOTWAWKI) ou similar, mas quando esta tendência é exacerbada começam surgir algumas desvantagens. Devido a sua natureza ideológica tais grupos atraem muitos hippies, vegans, místicos new age e afins que quando estão em grande número comprometem o bom andamento do grupo e a capacidade de sobrevivência do mesmo por negligenciar alguns aspetos importantes referentes à ciência e tecnologia. Isso é muito ruim, mas a principal desvantagem desses grupos é desprezar completamente o quesito defesa. Preservam o planeta, criam belas ecovilas que serão utilizadas por outros, pois aqueles que acham que tudo se resolve com conversa acabam sendo eliminados por aqueles que discordam desse ponto de vista.

Primitivistas

  Acreditam que a melhor forma de garantir a sobrevivência em uma situação de caos prolongado é usar técnicas primitivas de sobrevivência, pois a tecnologia moderna seria difícil de ser mantida ou restabelecida nesta situação. A importância de se conhecer e ser capaz de utilizar tais técnicas é incontestável, entretanto quando se foca demais nisso muitos acabam se tornando irracionalmente anti-tecnológicos, ignorando a realidade e perdendo a praticidade (mesmo em uma situação de FMCC seria muito mais fácil encontrar fios e cordas para amarrar coisas do que usar tendões secos de animais); em casos extremos como o dos Amish e de outros grupos religiosos semelhantes que proíbem seus membros de utilizarem qualquer tecnologia moderna a capacidade de sobrevivência também fica comprometida, a vida na antiguidade não era fácil, as pessoas morriam por causa de coisas hoje consideradas banais. Se o intuito é sobreviver nenhum conhecimento deve ser desprezado.

Hi-Techs

  Ao contrário dos primitivistas eles acreditam que a melhor saída para sobreviver é usar tecnologia moderna, para isso buscam formas mais seguras de obter energia elétrica através de fontes independentes (solar, eólica, hidrelétrica) para continuar usando seus equipamentos, buscam produzir biocombustíveis para continuar usando seus carros, criam mini-laboratórios para produzir medicamentos e abrigos extremamente bem elaborados. É uma forma excelente de se preparar para o caos, mas essa mentalidade tem alguns problemas sérios; um dos maiores é o preço, comprar e manter sistemas alternativos é muito caro, está muito além da capacidade financeira de uma pessoa comum, são poucos os que conseguiriam montar um esquema de proteção eficiente com recursos próprios. Outra desvantagem é que seria necessário muitas pessoas com conhecimento técnico em várias áreas para mantê-lo, o que trás de volta o problema da dependência de um sistema que não pode falhar. Ficar preso a isso é andar em círculos.

Paramilitares

  São grupos que acreditam na sobrevivência pela força, montam milícias, estocam armas e constroem bunkers quase inexpugnáveis. Em um primeiro momento de uma situação de caos essa é a opção mais confiável de sobrevivência, mas se a situação se prolongar esses grupos deixam de ser eficientes. Com o passar do tempo não haverá mais nada para saquear e como o foco desses grupos está todo no combate, as demais habilidades de sobrevivência tendem a ser negligenciadas, o que compromete o seu sucesso no longo prazo.

Conclusão

  Por problemas culturais, econômicos e geográficos não podemos nos ater a nenhuma dessas tendências, nem seria lógico fazê-lo. O melhor que temos a fazer é combinar os elementos positivos desses grupos e tentar minimizar as desvantagens quando a tendência geral se aproximar de um desses lados.

 

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