Pandemias

  A ameaça biológica é uma constante, de tempos em tempos surge uma nova doença potencialmente fatal capaz de dizimar populações inteiras em poucas semanas, com o avanço da medicina e criação de novas vacinas o número de mortes por doenças infecciosas caiu consideravelmente, entretanto, não estamos imunes a essa ameaça. Mesmo  com todo o avanço tecnológico não é possível criar uma vacina e imunizar toda uma população em tempo hábil para se evitar uma epidemia. Uma epidemia pode ser definida como  uma doença infecciosa que se espalha de maneira tão rápida que o numero de novos casos cresce exponencialmente, dobrando o número de infectados em poucos dias; quando esta epidemia se alastra pelos cinco continentes ela passa a ser considerada uma pandemia.

  A última grande pandemia ocorreu em 1918 na Europa e foi apelidada de “gripe espanhola”, o novo vírus denominado Influenza era extremamente contagioso e se espalhou por todo o mundo causando milhões de vítimas fatais. Os vírus causadores de epidemias seguem um padrão semelhante, eles permanecem latentes em animais, sofrem mutação e passam a contaminar humanos que estão constantemente expostos aos animais e depois tornam-se capazes de fazer a contaminação entre seres humanos. Quando se tornam capazes de fazer a contaminação entre humanos causam surtos menores antes de se tornarem uma pandemia. 

O que fazer?

  Pandemias são terríveis e quando elas ocorrem além do risco de contaminação existe o risco decorrente do caos social que um evento destas proporções desencadeiam. Como sobrevivencialistas devemos estar atentos a esses riscos e fazer todos os preparativos que estiverem ao nosso alcance para aumentar nossas chances de sobrevivência. Em termos gerais o que podemos fazer para nos protegermos é:

Manter boa saúde

  Mantenha seu sistema imunológico em ordem, alimente-se bem, faça exercícios,  não beba e principalmente não fume, fumantes inveterados são muito mais suscetíveis a infecções respiratórias o que diminui consideravelmente suas chances de sobrevivência. Procure também tomar vitaminas regularmente, cuide-se bem pois a gripe leva os mais fracos primeiro.

Evitar a exposição

  Criar um sistema de quarentena perfeito é impossível, entretanto, aqueles que vivem em áreas isoladas e menos densamente povoadas têm muito menos chance de serem contaminados. Se você  já leu algo sobre sobrevivencialismo deve ter notado a recorrência das citações ao Refúgio Sobrevivencialista, esta é uma das situações onde ele é mais necessário. Se houver a necessidade de entrar em contato com outras pessoas considere o uso de máscaras, mesmo uma máscara de gás N100 não vai bloquear o vírus, devido ao seu tamanho diminuto, porém o uso de máscaras simples oferecem alguma proteção no caso de contaminação direta por aspersão de saliva. O uso de luvas cirúrgicas e óculos “googles” também é recomendável. Evite tocar seus olhos e nariz nestas situações.

Estocar provisões

  Em situações de caos generalizado a escassez é uma certeza, assegure-se de fazer um bom estoque de provisões antes da notícia se espalhar, pois quando todos estiverem cientes do perigo já será tarde demais. Entre os itens a provisionar podemos separá-los em dois grupos:

Itens de sobrevivência geral – Água, alimentação, produtos de higiene, meios de defesa, veículos, combustível, iluminação e tudo isso de preferência em um Refúgio bem distante de grandes centros urbanos.

Itens específicos para combater a pandemia – Em uma situação como essa você vai precisar de remédios para se prevenir e tratar a infecção caso ela ocorra, existem apenas dois remédios para combater esse tipo de gripe o Tamiflu (oseltamivir ou cicloexeno acetamido) e o Relenza (zanamivir ou ácido guanido-neuramínico),  faça um estoque para um ano de tratamento, mantenha o sigilo e assegure-se de guardá-lo em um local seguro. Também é aconselhável ter um estoque antibióticos para tratar a pneumonia bacteriana que geralmente ocorre depois da gripe. Se você ou alguém do seu grupo for contaminado você também precisará de medicamentos contra febre, diarréia e principalmente de itens par hidratação como soro (industrializado), ingredientes para fazer soro caseiro, bebidas isotônicas e formas seguras de purificar grandes quantidades de água.

Aprender a tratar da gripe

  Se alguém for contaminado e precisar de tratamento é fundamental saber o que fazer, basicamente precisamos manter o paciente limpo, seco, aquecido e hidratado em um lugar confortável onde ele possa permanecer em repouso. De todos os cuidados o mais importante é manter o paciente hidratado! Manter o paciente hidratado é o melhor tratamento para a gripe e o que salva mais vidas. Tenha em mente a tabela abaixo sobre os sintomas, causas e tratamentos.

Sintoma ou sinal Provável causa Remédio*
Pouca urinação Desidratação

Hidratação.

Alta pulsação Desidratação ou febre

Hidratação.

Falta de ar Pneumonia

Hidratação.

Tremores e calafrios Viremia (vírus no sangue) ou pneumonia

Manter aquecido.

Cianose (pele azulada) Falência respiratória, morte iminente   Mantenha confortável, dê hidrocodona com prometazina para conforto. Dê diazepan para ansiedade.

Sangramento pela boca, através da tosse ou das fezes

Anomalia grave na coagulação do sangue causada pelo vírus, morte iminente

  Mantenha confortável, dê hidrocodona com prometazina para conforto. Dê diazepan para ansiedade.
Vômito Sistema gastrointestinal afetado pelo vírus

Prometazina, Hidratação.

Diarréia Sistema gastrointestinal afetado pelo vírus

Hidratação, dieta líquida.

Dores estomacais agudas Sistema gastrointestinal afetado pelo vírus   Hidrocodona e prometazina para conforto.
Dores de cabeça

 Ibuprofeno ou paracetamol.

Febre

 Ibuprofeno, paracetamol, hidratação, manter aquecido. Banhos quentes ajudam.

Garganta inflamada   Gargarejo com água salgada, chá ou água (quentes), ibuprofeno  ou paracetamol.
Tosse   Hidratação, chá quente para as vias respiratórias, use hidrocodona com ou sem prometazina para diminuir a tosse se necessário.

(Baseado na obra do Dr.Grattan Woodson)

*Nomes comerciais das substâncias supracitadas

Ácido Acetil Salicílico = Aspirina, AAS, Melhoral infantil, Aceticil, Alidor, Aspisin, CAAS, Ecasi, Endosalil, Intra Acetil, Ronal.

Ibuprofeno = Advil, Actiprofen, Artril, Benotrim, Danilon, Doretrim, Ibufran, Motrim, Paratrim, Stopen.

Acetaminofeno ou Paracetamol = Tylenol, Parador, Dôrico, Acetofen, Anatyl, Calpol, Cefalex, Cetinol, Gripeonil, Pacemol, Piramin, Tylefen

O Paracetamol pode ser substituído por Dipirona Sódica

Dipirona Sódica = Neosaldina, Novalgina, Benegrip, Magnopyrol, Lisador

Hidrocodona = Diidrocodeinona, Hidrocodeinonabitartarato, Hidrocom

Prometazina = Fenergan, Proazamina

Diazepam = Valium

Fazer um seguro

 Tomando todos os cuidados acima é muito provável que você sobreviva, porém em uma situação de caos generalizado outros perigos podem surgir e se você tem familiares que dependem de você é interessante fazer um seguro de vida. O seguro não é tão caro e pode ser cancelado posteriormente, mas em caso de falecimento sua família estará melhor amparada.


Este é apenas um resumo, para maiores informações entre em contato

FMCC

   Sim, a possibilidade do Brasil ser atingido por uma bomba nuclear é remota, entretanto, a possibilidade de uma guerra mundial envolvendo artefatos nucleares não é tão remota assim e as conseqüências desse conflito poderia causar o FMCC (fim do mundo como o conhecemos) a situação mais extrema para a qual os sobrevivencialistas se preparam. Os arsenais nucleares da guerra fria jamais foram eliminados e a quantidade de países capazes de produzir uma ogiva nuclear continua aumentando, nações instáveis como Paquistão e Coréia do Norte possuem a tecnologia e não seria absurdo imaginar que grupos terroristas possam se apoderar de uma ogiva ou que o Irã, caso consiga desenvolver sua própria usina nuclear, crie uma bomba e a use imediatamente contra Israel, iniciando assim um novo conflito mundial de grandes proporções.

  Elucubrações de como o conflito se daria são pouco importantes, o fundamental é ter em mente as medidas a serem tomadas caso ele ocorra. Da mesma forma que aqueles que se preparam para escalar o Everest conseguem subir montanhas menores com facilidade, aqueles que estão preparados para o FMCC possuem muito mais chances de sobreviver a crises de menor intensidade, nisso reside a importância de se estudar as mudanças e ameaças que ocorreriam em um evento dessa magnitude.

   Em uma situação de colapso total da civilização todas as conveniências do sistema atual estariam indisponíveis, a guerra traria uma gigantesca crise econômica e conseqüentemente o dinheiro perderia rapidamente o seu valor, sem dinheiro haveria escassez de combustíveis e energia, interrompendo a importação de bens e a produção industrial, gerando desabastecimento de alimentos e produtos básicos para sobrevivência. Sem energia e alimentos nos supermercados pouquíssimas pessoas conseguiriam sobreviver, então o caos social  se instalaria por completo, não haveria exército, polícia ou hospitais para assegurar a vida de ninguém. Em uma situação como esta cada um contaria apenas com suas próprias habilidades.

  Cientes desta possibilidade, os sobrevivencialistas se organizam para se prevenirem das ameaças, cuidando com antecedência de todos os preparativos para manterem-se vivos e saudáveis. Para sobreviver ao FMCC precisamos de um refúgio afastado dos grandes centros urbanos com água potável, energeticamente independente (energia solar, eólica ou micro-hidrelétrica), que possua terras agricultáveis e abrigo para pessoas, objetos, alimentos, medicamentos e armas em grande quantidade. Além dos materiais é fundamental adquirir conhecimento e desenvolver habilidades para sobreviver como noções de agricultura, medicina, tiro, construção e tudo mais que seja necessário para manter-se vivo.

  Quem se prepara para todos estes problemas está preparado para a a maioria das situações de crise, não espere que as coisas aconteçam para tomar uma atitude. A preparação pode ser muito divertida também, muitas dessas atividades podem se tornar um hobby ou esporte, o seu refúgio pode ser sua casa de campo, aprender novas habilidades sempre é algo que além de ser muito agradável expande nossos horizontes e nos torna melhores como pessoa.  Comece a agir já e não se esqueça do antigo ditado:

É melhor prevenir que remediar.

Crime

  Para fins elucidativos, vamos definir crime como atentado violento contra a integridade física ou patrimonial, sendo assim, podemos dizer que o crime é uma ameaça constante em nossa vida; diariamente estamos sujeitos a sermos vítimas de todo o tipo agressão com uma freqüência só vista em outros países quando caos generalizado já se instalou. Esta é de longe a maior de todas as ameaças que nos afligem e portanto é a que deve ser analisada com mais cautela. Vivemos em uma terra sem lei e como a intensidade dos crimes tende a aumentar, é fundamental nos prepararmos para sobreviver.

Prevenção

  A melhor forma de evitar ser vítima de um crime é, como sempre, prevenir e a primeira e mais importante forma de prevenção é a moral. A grande maioria das pessoas negligencia o fato de que um comportamento moralmente elevado é uma das formas mais eficientes de se evitar ser vítima de um crime. Portanto, não consumir drogas, não se embriagar, evitar lugares mal freqüentados, não conviver com pessoas de má índole e seguir todos aqueles conselhos que seus bisavós lhe dariam é uma das melhores formas de prevenção. A moral funciona como uma blindagem, quanto mais rígida maior será a proteção. Reflita cuidadosamente sobre isso.

Defesa

  Antes de qualquer consideração a respeito de formas de combate é importante ressaltar que o mais importante para sobreviver em uma situação violenta é entender as motivações do conflito. As pessoas se tornam violentas porque querem algo, isso pode parecer óbvio, mas entender o quê o agressor quer pode ser a diferença entre a vida e a morte numa situação violenta. A violência pode surgir de milhares de formas diferentes e para dar uma resposta eficiente é necessário estar consciente do que está em jogo, por isso a correta interpretação das intenções e do nível da agressão é chave para sobrevivência. Para cada tipo de situação uma resposta diferente é necessária, portanto se apegar a “filosofias” populares como “Nunca reaja” ou “Seja macho, nunca dê mole para vagabundo” pode, e provavelmente vai, lhe custar caro. O machão e o covarde freqüentemente vão para a cova mais cedo, por isso quando estiver numa situação de risco pergunte-se:

  • O conflito pode ser evitado?

  • A situação me afeta diretamente?

  • Tenho tempo e meios para me defender?

O conflito pode ser evitado?

  Se o conflito pode ser evitado, evite-o. Essa é a hora de verificar as intenções do(s) agressor(es), se houver a possibilidade de fuga ou negociação faça-o, a intenção é sobreviver e não fazer coisas desnecessariamente arriscadas para contar vantagem depois, pois pode não haver um depois…

A situação me afeta diretamente?

  Há uma grande diferença entre defesa pessoal e defesa de terceiros, reagir para tentar evitar o roubo de um banco é um absurdo tão grande quanto não reagir quando alguém quer especificamente lhe ferir ou matar. Esqueça a defesa de terceiros e concentre-se na defesa pessoal. Defesa pessoal é, como o próprio nome diz, pessoal; se a ameaça não é especificamente contra você, ignore. Aqueles que não estão familiarizados com questões de segurança se surpreenderiam com as reações das pessoas que são ajudadas por terceiros, é impressionante como as vítimas salvas ofendem, agridem ou até mesmo processam judicialmente quem as salvou. Defenda apenas a si mesmo ou pessoas muito próximas, bancar o justiceiro ajudando desconhecidos só vai lhe trazer problemas.

Tenho tempo e meios para me defender?

  A correta compreensão da influência do tempo e dos meios numa situação de risco é fundamental para a sobrevivência, você deve analisar fria e honestamente se você é capaz de lidar com a ameaça em tempo hábil. Para facilitar a compreensão deste aspecto, voltemos ao exemplo do banco. Vamos supor que você esteja na fila de um banco quando cinco assaltantes armados com fuzis entram na agência e começam a roubar os caixas, as pessoas não estão sendo molestadas e você está desarmado, numa situação como esta você não tem os meios (desarmado e sozinho), nem o tempo (o assalto já está em andamento) e nem a motivação (o banco não é seu e tem seguro), portanto neste caso reagir seria uma completa insensatez. Agora imaginemos que você tenha ouvido um barulho do lado de fora da sua casa durante a noite, levantou-se, pegou uma arma de fogo e foi verificar a origem do som, se for um criminoso tentando invadir, não hesite, atire. Os meios (arma e munição) e o tempo (o barulho lhe alertou antes) são favoráveis e portanto você deve agir imediatamente para se proteger, neste caso esperar seria arriscado e insensato. Sempre analise cuidadosamente os meios e o tempo, isso fará muita diferença no final.

  Após analisar as formas de prevenção e as motivações para o ataque e para a defesa, vamos analisar quais habilidades são úteis caso a prevenção tenha falhado e você necessite lutar.

Habilidades

  A principal habilidade em um situação de risco é a atenção. Inúmeros assaltos, agressões e mortes poderiam ser evitados se as vítimas estivessem alertas ao que acontece ao seu redor. As pessoas geralmente costumam andar pela rua totalmente distraídas, estão tão absortas em seus pensamentos que sempre são pegas de surpresa pelos criminosos ou por acidentes. Se você estiver alerta para o que está a sua volta as chances de ter que lutar para se defender ou sofrer um acidente diminuem consideravelmente, mas se lutar for necessário você precisa desenvolver três habilidades: Habilidade com armas de fogo, com armas brancas e sem armas.

Armas de fogo

  Este é o melhor e mais eficiente meio de defesa, entretanto o governo desta infeliz nação faz de tudo para cercear o direito de autodefesa dos seus cidadãos, mesmo sendo algo expressamente contrário à vontade da população (vide o resultado do referendo sobre desarmamento) ele busca através da burocracia, taxas elevadas, impostos e barreiras na importação impedir o acesso até mesmo à armas de brinquedo. Não se deixe intimidar pela propaganda “pacifista” veiculada pela mídia (totalmente controlada pelo governo), o direito de possuir armas de fogo felizmente ainda existe e se você dispõe de meios, adquira quantas puder e procure se associar a outros proprietários, esportistas e colecionadores para eleger representantes e pressionar o governo a preservar e tentar ampliar o seu direito de defesa.

  Agora vamos analisar a questão tecnicamente, para nossa sorte, não é necessário possuir armas automáticas para se defender eficientemente, um simples revólver (.38) e uma espingarda (12) são suficientes para a maioria das situações, além de serem muito mais confiáveis do que pistolas semi-automáticas, fuzis e sub-metralhadoras. É importante salientar este aspecto, pois a maioria das pessoas acredita que quanto “maior” a arma melhor, que metralhadoras são o máximo em auto-defesa, mas não é bem assim. Antes de querer imitar o Rambo, analise taticamente:

  • Se houver algum problema com a munição do revólver o tambor gira e um novo projétil estará pronto para ser disparado sem a necessidade de tirar o alvo da mira, para contornar o mesmo problema com uma pistola semi-automática seria necessário fazer uma manobra que, mesmo com bastante treinamento, nem sempre será rápida e eficiente. Poucos segundos contam muito em uma situação de combate.

  • O mesmo raciocínio vale para a espingarda e fuzis ou sub-metralhadoras, além disso com uma espingarda é bem mais fácil atingir o alvo. Tome por exemplo o caso do “maníaco do cinema”, ele  colocou uma Uzi no modo automático e descarregou em um cinema lotado, mas se formos analisar o número de vítimas e a quantidade de projéteis disparados veremos que as mortes foram poucas, se ele tivesse utilizado uma “doze” ele seria forçado a apontar para cada alvo antes de disparar e como os projéteis da espingarda se espalham, haveria no mínimo uma morte para cada disparo. Armas automáticas são projetadas para situações de conflito de grandes proporções entre grupos organizados, mas se esse não for o caso um .38 e uma 12 são suficientes.

  Estando de posse das armas é necessário praticar, mais do que o treino de precisão (que é muito importante) é necessário ter conhecimentos sobre táticas de CQB (close quarter battle), conhecido também como CQC (close quarter combat). As técnicas de CQB são maneiras de combater e se movimentar em ambientes confinados, não adianta ser capaz de atingir um alvo a longa distância se não se sabe como se movimentar em combate, a maioria das situações de conflito ocorre à curta distância, portanto buscar o conhecimento de técnicas de CQB é mais importante que buscar a precisão absoluta.

Armas brancas

  Na ausência de armas de fogo a melhor opção para se defender é o o uso de armas brancas. Esqueça as armas exóticas orientais ou européias medievais, seja realista! Você não vai encontrar muitas espadas, alfanjes, manguais, escudos e afins por aí, adote o princípio de que se não pode ser encontrado na loja de ferragens ou no supermercado, não serve. É importante desmistificar o combate com armas brancas, quase sempre ele é rápido e violento, culminando na morte ou danos permanentes para um ou todos os envolvidos, e ao contrário do que muitos imaginam, geralmente acontece com armas improvisadas, não se parece em nada com os filmes de capa e espada. Analisemos agora os tipos de armas e as técnicas:

  • Tipos de armas – Adotar o princípio de que se não pode ser encontrado em lojas de ferragens não serve, pode lhe conferir várias vantagens no que concerne à economia e praticidade, você não vai querer perder ou danificar aquela lâmina caríssima importada de marca famosa em alguém ou executando algum serviço (armas brancas não devem ser só para combate), procure por coisas mais comuns que além de serem muito mais baratas podem ser repostas mais facilmente. Entre os instrumentos simples e baratos que podem ser utilizados eficientemente como armas, podemos destacar os facões, canos ou barras de ferro, machados, pás, picaretas, foices, correntes com cadeados na ponta, bastões com pregos, espetos de churrasco e tudo mais que for sólido, cortante ou pontiagudo que possa ser empunhado. Para porte discreto pode-se utilizar um canivete tático simples de marca nacional, uma chave de fenda, um soco inglês, um picador de gelo pequeno, eles cabem no bolso, fazem pouco volume e são fáceis de acessar, se você usar uma bolsa ou mochila pode levar uma machadinha ou uma picareta de camping, enfim use a imaginação, como não existem leis que restrinjam o porte de armas brancas, divirta-se.

  • Técnicas de combate – Apesar de servirem como inspiração, a técnicas de artes marciais tradicionais são pouco úteis para situações de sobrevivência por serem desenvolvidas para armas específicas ou para o campo de batalha, além de ser muito difícil encontrar um professor qualificado para fornecer instrução adequada. Para praticar use a lógica, existem apenas dois modos de se golpear, seja com ou sem armas, só se pode bater (ou cortar) circularmente e estocar. Pratique a força do golpe circular batendo ou cortando algo sólido e a precisão da estocada em alvos pequenos e/ou em movimento, o treinamento não é um bicho-de-sete-cabeças, você não precisa de um grande mestre de um país distante, treine com seriedade e a habilidade surgirá.

Combate desarmado

  Essa é a forma menos eficiente de se neutralizar um agressor, por isso o combate desarmado deve ser sempre a última opção em uma situação de conflito. Existe muita mistificação a respeito de técnicas de defesa pessoal e se você quer sobreviver a um conflito real é necessário ser capaz de  separar os fatos do “marketing” das artes marciais. Não se deixe levar por argumentos vazios como “arte milenar”, “a mais completa”, “secreta”, “usada pelas forças especiais”, ” a melhor para MMA (vale-tudo)”, a verdade é que as artes marciais são atividades recreativas e nenhuma delas lhe confere todas as habilidades necessárias para sobreviver, algumas podem até lhe prejudicar nesse sentido. Isso não significa que todo treinamento em artes marciais seja inútil, ele é bastante útil para desenvolver a coordenação motora e o espírito de luta e é recomendável que você obtenha a graduação de professor em ao menos uma modalidade tradicional, mas esperar que apenas isso o tornará capaz de se defender eficientemente é uma perigosa ilusão. Entre as muitas formas de combate esportivo, a que possui menos restrições é o MMA, mas mesmo assim as lutas acontecem em condições que raramente estão presentes em uma situação real, dificilmente vai haver um confronto entre dois oponentes desarmados, com hora marcada, em um lugar livre de obstáculos sobre um chão macio onde ambos se comprometam a não golpear olhos e genitais, além de contar com atendimento médico caso sofram ferimentos mais graves, portanto treinar para ser campeão de MMA não irá resolver seu problema em um conflito real. Entre as modalidades de combate não-esportivo pouquíssimas vão lhe conferir alguma habilidade útil para o combate real, pense bem, se você não for capaz de golpear algum material que tenha resistência semelhante aos ossos humanos sem se ferir, socar a cabeça de alguém é algo muito pouco inteligente, se já é difícil sobreviver em boas condições, imagine com as mãos quebradas…

  Portanto seja racional e jamais abandone seu senso crítico, não se deixe levar pela mídia ou pela conversa mole do primeiro “entendido” da esquina, pesquise bastante e pense! Ignore movimentos complexos e coreografados, títulos e graduações, excesso de músculos, nada disso fará muita diferença na hora de se defender de verdade, para poder se defender com alguma eficiência é necessário ser capaz de executar  técnicas simples de maneira automática e instantânea, o que só pode ser alcançado com treinamento sério, intenso e repetitivo. Sugiro que procure desenvolver nesse nível ao menos as seguintes técnicas:

  • Cair e rolar sem se ferir

  • Livrar-se de chaves e estrangulamentos comuns

  • Golpear olhos e pescoço com os dedos e golpes de mão aberta

  • Chutar os genitais e proteger os seus com movimentos das pernas

  • Esquivar-se de ataques diretos desarmados e com armas brancas

  Essas são apenas técnicas básicas, muitas outras podem ser aprendidas e todas podem ser bastante aperfeiçoadas, porém tão importante quanto as técnicas é fundamental possuir uma estratégia realista e muita vontade de vencer. Tenha sempre em mente mais de uma opção para finalizar o conflito e quando se decidir, não hesite. A estratégia e a determinação podem ser mais decisivas para a vitória do que a técnica em si.

  Aprenda bem o básico, seja honesto e realista na hora de se defender, você só tem uma vida.

Conclusão

  O crime é uma ameaça constante e está sempre em mutação, seja qual forem as formas de prevenção e defesa que você adotar, reveja-as periodicamente, estar atualizado a respeito das novas e diferentes modalidades de crime é indispensável para que seus esforços não sejam em vão. Esteja alerta, prepare-se  e SOBREVIVA!


 

Para mais informações entre em contato

Enchente

Das ameaças naturais a mais comum é a enchente, todos os anos na época das chuvas acontecem inundações em grande parte do país, muito prejuízo é causado e vidas são perdidas. Para não se tornar mais uma vítima haja como um sobrevivencialista, previna-se!

Aumente suas chances de sobrevivência seguindo as recomendações abaixo:

 

Antes de uma enchente

  • Tenha um plano de fuga e deixe todos os moradores da residência informados sobre ele.
  • Informe-se sobre enchentes anteriores na região e tome as devidas precauções, deixando itens de emergência em lugares altos, secos e de fácil acesso.
  • Tenha à disposição tábuas e sacos de areia para conter a água.
  • Deixe os veículos abastecidos caso seja necessário evacuar a área com seus pertences.
  • Faça um seguro.
  • Esteja atento às condições climáticas.

 

Durante uma enchente

    Se houver tempo

  • Desligue a energia elétrica e o gás.
  • Traga os pertences que eventualmente estejam fora de casa para dentro.
  • Leve os itens mais valiosos para o andar de cima, se houver.
  • Reúna seus animais de estimação.

 

    Evacuação

  • Siga sua rota de fuga.
  • Mantenha o rádio ligado para se informar sobre a situação.
  • Não dirija em ruas ou avenidas alagadas, é impossível saber a profundidade da água e se há buracos, além da possibilidade do veículo ser arrastado pela correnteza.
  • Se o veículo falhar, todos os passageiros devem sair juntos para um local mais alto.
  • Evite ao máximo o contato com a água, em ambientes urbanos geralmente ela está contaminada.
  • Nunca tente atravessar água corrente se o nível estiver acima de seus joelhos.

 

Após uma enchente

 

  • Só retorne ao local quando for seguro, evite ficar sobre ou sob encostas, o risco de deslizamento de terra é grande mesmo após as chuvas.
  • Se a estrutura estiver muito danificada busque ajuda técnica profissional antes de entrar, tenha muito cuidado na primeira vez que retornar ao local.
  • Use calçados e luvas de borracha para prevenir acidentes com eletricidade.
  • Se estiver escuro use apenas lanternas, não use velas, tochas ou lampiões pois pode haver vazamento de gás.
  • Não religue a energia até ter certeza de que tudo foi consertado.
  • Não beba água da torneira até que tenha sido considerada potável.
  • Peça isenção do IPTU.

 

 

 

Crise Econômica

  Crises econômicas são eventos cíclicos que ocorrem com intensidades variadas na maioria dos países, devido a fatores como bolhas especulativas, catástrofes naturais, mudanças de tecnologia e toda sorte de políticas equivocadas, entretanto, pode-se dizer com alto grau de certeza que em aproximadamente 20 anos haverá uma grande crise, uma como nunca foi vista anteriormente, podendo levar o mundo ao caos absoluto. Não se trata de vidência ou profecia mística, simplesmente uma constatação matemática de que o sistema econômico atual é insustentável. Entenda o porquê:

Previdência Social

  Após a grande crise de 1929 foi criado e universalizado o atual sistema previdenciário (criado em 1935 nos EUA), onde o Estado arrecada tributos e gere a concessão de aposentadorias e benefícios aos “contribuintes” que devem receber proporcionalmente ao que “contribuíram” no fim de sua vida produtiva. A idéia pode parecer boa a princípio, mas analisando-a com cuidado pode-se ver claramente como ela é absurda. Tecnicamente a previdência funciona como o esquema de pirâmide, onde os novos adeptos que entram na base devem custear os benefícios dos que entraram antes e se aposentam, o problema é que para esse sistema continuar funcionando o número de novos adeptos precisaria aumentar exponencialmente, o que é matematicamente impossível de acontecer, na realidade ao invés de aumentar esse número está diminuindo. O índice de natalidade dos países industrializados cai constantemente, o que significa menos gente ingressando no sistema e um déficit crescente, para piorar a situação, as pessoas estão vivendo mais do que viviam quando o sistema foi criado, o que demanda mais recursos por um tempo muito maior e para piorar ainda mais, os governos gastaram em parte ou todo o dinheiro que foi arrecadado inicialmente.

  Diante desta situação seria lógico esperar que os benefícios fossem reduzidos e esse sistema fosse descontinuado, mas isso não tão simples assim.    Nas últimas 7 décadas as pessoas se acostumaram com esse sistema absurdo e passaram não só a depender dele, mas a considerá-lo como um direito fundamental e inalienável, por isso qualquer tipo de mudança se torna politicamente inviável. Nos Estados Unidos o sistema bipartidário inviabiliza qualquer mudança significativa, pois os Democratas impedem que os benefícios sejam cortados, enquanto os Republicanos impedem que os impostos sejam elevados, somando-se a isso o déficit de mais de 10 trilhões de dólares as perspectivas para o futuro são, no mínimo, sombrias. No Brasil, como não poderia deixar de ser, a situação é muito pior, o governo além de ter gastado o que foi arrecadado inicialmente, pagar mais do que arrecada e não coibir fraudes, também incluiu no sistema trabalhadores rurais que nunca contribuíram e somando-se a isso o déficit natural do sistema fica fácil perceber que a situação é insustentável. Para piorar, a mídia e todos os partidos políticos brasileiros são de esquerda, o que inviabiliza qualquer mudança, por menor que seja. Não há saída, se algum político independente e racional tentar alterar algo na previdência automaticamente será atacado por todos os demais e terá sua carreira pública destruída muito facilmente, quem vai apoiar o “neoliberal” malvado que quer tirar o dinheiro dos velhinhos? É mais provável que se aumente ainda mais a concessão e o valor dos “benefícios”. Pior que fazer caridade com dinheiro alheio é fazê-la com dinheiro inexistente. Não se pode esperar muito dos governos dos países ocidentais atuais e por isso o caos provavelmente virá em algum desses três cenários:

  • Interrupção dos benefícios – O governo interrompe ou reduz drasticamente o pagamento de pensões e aposentadorias, a população revoltada passa a apoiar grupos revolucionários socialistas que ao chegarem ao poder vão causar muito mais sofrimento e miséria do que causaria o fim do sistema previdenciário. Quando as pessoas se derem conta do erro já será tarde demais para voltar atrás.

  • Hiperinflação – Na impossibilidade de honrar os compromissos o governo inunda o mercado com moeda para pagar aposentadorias, como esse dinheiro não tem valor real, surge a hiperinflação que corroí o valor de tudo (quem viveu os anos 80 se lembra), resultado: miséria e caos.

  • Imigração – Alguns países apostam na imigração para manter seus sistemas superavitários,  quando os problemas inerentes a essa política começarem a surgir poderá haver a ascensão de grupos nacionalistas que vão tentar expulsar os imigrantes gerando um conflito caro e prolongado, mas mesmo que obtenham sucesso total na remoção o problema previdenciário permanecerá. Caso esses grupos falhem o país quebrará mais rápido e no caso da Europa ainda há a possibilidade da islamização. Não há saída pacífica.

  Esses são os cenários mais prováveis, pode ser que ocorram duas ou até mesmo as três coisas simultaneamente em um mesmo país, mas isso não é tudo, ainda há o problema do petróleo.

Petróleo

  Não, o petróleo não vai acabar tão cedo como dizem os eco-bobos, mas ele não precisa acabar totalmente para gerar problemas graves em escala global. Aproximadamente na mesma época em que os problemas com o sistema previdenciário se acentuarem haverá uma escassez de petróleo causada pelo aumento da demanda dos países emergentes e pela queda na produção mundial, a princípio haverá um grande aumento no preço e pouco tempo depois não haverá a quantidade mínima para suprir as necessidades básicas de todos os países e como em toda história humana (e até entre os animais) a escassez de recursos leva sempre a uma mesma conseqüência: Guerra!

  O petróleo é o recurso mais importante do mundo atual, dependemos dele para tudo, (olhe a sua volta e veja se você encontra algo que não contenha nenhum derivado de petróleo em sua composição, fabricação ou transporte até onde você está) sem ele não podemos plantar, adubar, colher e transportar alimentos em quantidade suficiente para manter uma população tão numerosa; em muitos lugares do mundo onde só se produz eletricidade e combustíveis através de derivados do petróleo, uma alta generalizada nos preços ou o corte do fornecimento paralisaria toda a economia instantaneamente. Não é preciso pensar muito para entender as conseqüências catastróficas que a falta petróleo causaria. Se não surgir uma nova tecnologia barata, segura e de fácil disseminação nos próximos anos a guerra certamente virá e quando os países estiverem guerreando e os produtos básicos começarem a faltar, quem não se preparou vai estar com sérios problemas.

O quê fazer?

  A crise seria temporária, mas assim como no caso do apagão não é necessário um tempo muito longo de interrupção no fornecimento para gerar caos e como não sabemos quanto tempo a situação de crise vai durar o melhor que temos a fazer é garantir o suprimento de insumos básicos de sobrevivência. Do ponto de vista financeiro o fundamental é não depender do governo para nada, (se não podemos contar com serviços públicos em situação normal, no caos muito menos…) evite gastar uma grande parte de sua renda em produtos e serviços inúteis para sobrevivência, acumule conhecimento e objetos úteis e o mais importante: prepare um refúgio.

  Em uma situação de longa duração não podemos contar com a cadeia de suprimentos que abastece as cidades em condições normais, portanto a melhor opção para sobreviver é ir para um refúgio, o local deve ser auto-suficiente energeticamente, distante dos grandes centros urbanos, com água potável em abundância, terras agricultáveis, possibilidade de caça, pesca ou criação de animais. Prepare-se para viver sem supermercado!

  Desenvolva habilidades de auto-defesa, estoque armas de todo tipo, em uma situação de caos não podemos contar com ninguém para nossa proteção. Prepare-se para viver sem polícia!

  Aprenda como tratar ferimentos e doenças, tenha livros e guias médicos impressos, estoque medicamentos. Prepare-se para viver sem hospitais!

  Note que para tudo isso funcionar é preciso que tudo esteja disponível antes da situação se agravar, então comece já a se preparar.

Apagão

   De todas as ameaças que podem acometer uma cidade a mais provável de ocorrer é um apagão generalizado. Nossa sociedade é totalmente dependente de eletricidade, nada funciona sem ela e como as pessoas comuns são incapazes de fazer qualquer coisa sem seus instrumentos elétricos, o caos rapidamente se instala. Ao contrário do que muitos imaginam, não é necessário um período muito grande sem energia para gerar desordem, mesmo um apagão curto de 72 horas seria capaz gerar uma situação caótica de grandes proporções com conseqüências fatais. Para se criar um plano eficiente, analisemos este cenário a partir de três pontos: causas, efeitos e o que fazer.

Causas

   Analisar as causas de uma ameaça é importante para verificar o risco delas se tornarem reais, um apagão pode acontecer por diversas razões, a principal delas é uma baixa no nível de água nos reservatórios das usinas, como nossa matriz energética é primordialmente hidrelétrica e não há nenhum sistema auxiliar alternativo, um ano de estiagem prolongada pode causar um grande apagão (como quase aconteceu), quem não se lembra da campanha de racionamento de energia? Estivemos muito próximos dessa situação e até agora, como era de se esperar, nada mudou. Outra causa provável para um apagão de grandes proporções é um ataque humano deliberado à infra-estrutura elétrica, não seria absurdo imaginar que grupos como o MST pudessem atacar algumas linhas de transmissão para piorar a situação. Concluindo a análise podemos ver que as possibilidades de um apagão são bastante plausíveis.

Efeitos

   Analisemos agora o cenário em si, nas primeiras horas tudo transcorreria de maneira relativamente tranqüila com as pessoas aguardando o retorno da energia, se acontecer durante a tarde ou a noite as pessoas retornam para suas casas sem maiores transtornos além do trânsito caótico (quanto maior a cidade, maior o problema), mas após o primeiro amanhecer sem energia e sem informações os problemas começam a se agravar. Alguns vão tentar voltar a sua rotina, mas como sem energia elétrica nada funciona, será impossível continuar a exercer sua função normalmente, comprar e vender se tornaria difícil pois não se poderia usar cartões; os estabelecimentos maiores e mais informatizados não abririam, então o caos começa. Alimentação é o primeiro problema, bares e restaurantes não abrirão, a comida estocada começa a estragar, os supermercados sem poder vender começarão a ser saqueados, sem polícia para coibir crimes os homicídios e estupros serão cometidos livremente. Hospitais não funcionarão, não haverá médicos ou enfermeiros, os remédios que necessitam de refrigeração estarão estragados, os doentes logo começarão a morrer e as vítimas da inevitável violência não poderão ser atendidas. Isso tudo em apenas alguns dias sem eletricidade, se a situação se prolongar um pouco mais a situação pode piorar, e muito. Sem energia o sistema de purificação e bombeamento de água fica comprometido, os estoques de água potável acabam e aí a coisa fica séria, sem água não há higiene, portanto estaríamos diante de uma emergência sanitária gravíssima, muitos adoeceriam e não teriam como se tratar, lembrando que gripes e diarréias matam por desidratação, os mortos não seriam recolhidos e muitos se recusarão a queimá-los. Quando os alimentos começassem a acabar o nível de violência aumentaria muito, não seria mais como os saques a estabelecimentos comerciais, seria todos contra todos e enfrentar uma horda pessoas desesperadas, sujas, doentes e com fome não seria muito diferente do que se vê em filmes de zumbi, você está preparado para isso?

O que fazer?

   Estima-se se um apagão prolongado pode matar grande parte da população de uma grande cidade em pouquíssimo tempo, portanto, se não queremos estar entre dos mortos devemos tomar algumas medidas preventivas antes, durante e depois do fato.

Antes

Faça as preparações sobrevivencialistas básicas:

  • Mantenha um estoque de água, comida e combustível para o maior tempo possível.

  • Mantenha um estoque de medicamentos e produtos de higiene para todos de sua família ou grupo.

  • Possua meios de defesa e cultive sua habilidade em utilizá-los.

  • Tenha um plano de emergência e certifique-se que todos estão cientes dele.

  • Prepare um ou mais locais de refúgio caso necessite abandonar o local onde está.

  • Esteja bem equipado (no caso de apagão especificamente é importante ter lanternas e carregadores de bateria a dínamo ou solares).

Durante

  • Reúna rapidamente seu grupo, família ou animais.

  • Certifique-se que seus equipamentos estão funcionando (é sempre bom ter extras).

  • Não use, nem permita que usem velas para iluminação.

  • Alimente-se primeiro com os produtos perecíveis que ainda estiverem bons para o consumo.

  • Em um apagão prolongado se você mora em uma cidade grande, você precisa deixá-la.

  • Desloque-se a noite e não pare por nada até chegar ao seu refúgio.

   Esses procedimentos são para aqueles que tomaram as devidas precauções antes do fato, caso você não tenha se prevenido as suas chances de sobrevivência diminuem bastante e você terá de usar a força para sobreviver a essa situação. Se você não tem nada a primeira coisa a fazer é tentar reunir um grupo para saquear os supermercados, sozinho será difícil conseguir muita coisa, se conseguir será difícil carregar e mais difícil ainda evitar que tomem tudo de você. Se você foi descuidado e precisar saquear tome os seguintes cuidados:

  • Se você conseguiu reunir um grupo divida-o em dois, um para saquear e carregar e outro para proteger.

  • Concentre-se nos itens úteis: alimentos não-perecíveis, água, armas e ferramentas.

  • Procure agir durante a noite.

   Caso tudo tenha saído como planejado guarde tudo em um local discreto, faça um revezamento de turnos de vigilância para proteger as pessoas e os suprimentos e comece a pensar em alternativas, lembre-se que nessa situação as leis e as normas de boa convivência não existem e portanto essa situação não é sustentável por muito tempo.

Depois

  • Quando a energia for restabelecida não retorne imediatamente de seu refúgio, a situação demora a se normalizar (quanto maior for o tempo sem luz maior é o tempo necessário para tudo voltar ao normal).

  • Procure informar-se pelo rádio, pela TV, pela internet e ligando para conhecidos para ter a real dimensão dos fatos.

  • Quando tudo estiver seguro, retorne e reconstrua o que foi destruído.

E por último:

PREPARE-SE PARA A PRÓXIMA!

 

Não espere pela polícia

  Todos os dias nos telejornais somos bombardeados com a mesma mensagem: Não se arme, não faça justiça com as próprias mãos, não reaja, chame a polícia. O governo e seus agentes na mídia consideram a população um bando de idiotas covardes cuja vida não vale a pena ser protegida e o pior de tudo: Eles estão certos!

  A maioria esmagadora da população brasileira não faz absolutamente nada para se proteger de um eventual ataque de criminosos, algo que se torna mais comum a cada dia e quando alguém simplesmente sugere que as pessoas se defendam é severamente censurado, pois o “bom cidadão” não faz isso, se armar e defender a própria vida é errado, coisa de gente má e “inimiga da paz”, o certo é ficar quietinho e chamar uma entidade mágica salvadora, a polícia.

  Segundo a crença dos “bons cidadãos”, a polícia é uma entidade onipresente que virá imediatamente em seu socorro e os salvará de qualquer perigo, mas a realidade está muito distante desse sonho encantado. Se você acha que o melhor é ficar passivo como uma donzela esperando para ser salva por seu príncipe de farda, achou errado, pois a polícia não virá, se vier não chegará a tempo de salvá-lo e se chegar a tempo muito provavelmente causará mais problemas do que se não tivesse vindo.

 Para elucidar melhor essa questão, analise este mapa mental:

  Caso tenha problemas na visualização clique aqui.

  Neste mapa mental estão esquematizadas as possibilidades de desfecho caso você chame a polícia. Na primeira e mais comum simplesmente ninguém aparece, se você não conseguir convencer a atendente de que realmente precisa de ajuda ela ignorará seu chamado ou dirá que não há efetivo para lhe socorrer. Na segunda hipótese a polícia vem, mas não chega a tempo, seja porque as linhas telefônicas estavam ocupadas, o trânsito estava engarrafado ou porque os policiais se atrasaram de propósito para evitar o confronto com os criminosos, coisa muito comum, especialmente em assaltos a bancos. Na terceira hipótese tudo ocorre como deveria, a polícia chega a tempo de evitar o crime e o criminoso, caso não fuja, é detido e conduzido ao DP. A princípio pode parecer que está tudo resolvido, mas não está.

  Nos mesmos telejornais que incitam a completa submissão aos criminosos é comum ver as vítimas com cara de choro fazendo biquinho e dizendo: “Eu quero justiça”.  Mas fica a pergunta: Que justiça?

  Se o criminoso for detido, independentemente do delito cometido, ele não ficará muito tempo preso. Se ele for menor de idade a impunidade é total, menores podem agredir, roubar, estuprar e matar sem maiores restrições; na pior das hipóteses, caso o crime seja muito bárbaro e tenha ganhado destaque na mídia, o infrator será mantido por um curto período em uma “instituição educacional” para ser “ressocializado” de onde ele pode fugir facilmente, mas caso ele decida ficar vivendo lá às custas do Estado (e com direito a visita íntima!) por todo o período determinado ele sairá com a ficha limpa, pois ele “já pagou pelo que ele fez”. Se ele for maior de idade a coisa não muda muito, geralmente o criminoso detido é liberado depois de apenas um B.O. ter sido feito, pois nunca há provas…

  Na remota hipótese de haver prisão, julgamento e condenação o criminoso também não ficará preso por muito tempo, ele pode pedir um habeas corpus ou pagar fiança e sair livre logo depois de ser preso e no caso (raro) de ser definitivamente condenado cumprirá apenas 1/4 da pena estipulada ou até menos, pois ele pode se aproveitar das inúmeras brechas da lei como prestar serviços comunitários, ir para o regime semi-aberto por bom comportamento (?!), fugir depois de algum indulto ou qualquer um de tantos outros absurdos jurídicos que vemos diariamente.

  No final, diante deste quadro, só se pode chegar a uma conclusão: Você está só!

  Portanto arme-se e defenda-se, pois ninguém irá te proteger, não espere pela polícia!

  O criminoso não é um super-homem, na absoluta maioria das vezes em que a vítima armada reage quem leva a pior é o bandido, não dê ouvidos ao governo nem a nenhum bunda-mole da TV, se for atacado faça justiça com as próprias mãos, pois está é a única justiça que será feita.

  Não se preocupe demais com as conseqüências legais, da cadeia sai gente todos os dias (como demonstrado acima) do cemitério não.

  Você só tem uma vida, proteja-a bem.

 

Como escolher um refúgio?

  Para que um local de refúgio seja realmente seguro é necessário analisar cuidadosamente o maior número de variáveis possíveis que podem lhe afetar enquanto estiver vivendo lá. A primeira delas é a localização, assim como um estabelecimento comercial, muito do sucesso de um refúgio é determinado por sua localização, uma boa escolha pode lhe poupar bastante tempo e dinheiro na preparação. Sendo assim, quando for escolher o local, procure seguir uma ordem de prioridades para facilitar o trabalho de análise, vários enfoques podem ser utilizados, mas neste artigo vou analisar a partir da disponibilidade de recursos básicos para manutenção da vida. Para viver um ser humano precisa de:

Ar

Água

Alimentos

Saúde

Segurança

  Ar – A menos que você escolha viver em um local com altitude muito elevada, subterrâneo sem boa ventilação ou extremamente poluído, ar não deve ser problema.

  Água – Os seres humanos não sobrevivem sem água por muito tempo e em uma situação de caos não se pode contar com a água fornecida pela rede pública, portanto precisamos de fontes alternativas. O refúgio tem por objetivo garantir sua subsistência e para que isso seja realmente alcançado é importante aprender uma regra fundamental do sobrevivencialismo: a regra da tripla redundância.

  Confiar em uma única fonte de recursos não é uma boa forma de se preparar. Uma fonte pode dar problema, duas é bem mais difícil, mas com três fontes independentes é quase impossível que todas sejam interrompidas ao mesmo tempo. Essa é uma regra importante não só na preparação do refúgio, mas na vida de modo geral.

  No caso específico da água um bom refúgio deve ter um poço, estar próximo de um rio ou lago limpo, ter um reservatório para armazenar a água da chuva e contar com a água da rede pública comum que, enquanto estiver sendo fornecida regularmente, pode ser armazenada em uma caixa d’água grande ou em uma piscina. Com todas essas fontes e filtros de boa qualidade é muito pouco provável que a falta d’água seja uma ameaça.

  Alimentos – Seguindo o mesmo raciocínio devemos ter mais de uma fonte para a obtenção de alimentos, em um refúgio ideal há mais de três acres de terra agricultável, espaço para criação de animais para o consumo e para o trabalho, rios ou lagos piscosos e uma mata onde se pode caçar e obter lenha para cozinhar ou para aquecer a casa se o clima do local for frio.

  Saúde – Em uma situação de caos os principais cuidados com a saúde são higiene e nutrição, se as preparações para obtenção de água e alimentos forem bem feitas metade dos problemas estarão resolvidos.  Além da higiene e da nutrição a principal medida é disponibilizar medicamentos, seja através de um estoque de medicamentos convencionais ou do cultivo de plantas medicinais.  Em uma situação de curta ou média duração um bom estoque de medicamentos é suficiente, mas se o caos se prolongar será necessário usar métodos menos ortodoxos como anti-sépticos naturais. Em um mundo sem farmácias ou hospitais um pequeno ferimento pode ser fatal e por isso equipamentos de proteção para o trabalho também são indispensáveis.

  Outro aspecto importante é a saúde mental, tenha sempre material impresso para estudo e meios para entreter seu grupo, entretenimento não é futilidade, especialmente em situações de longa duração. Se os membros do seu grupo começarem a surtar devido ao tédio e ao isolamento suas chances de sobreviver podem diminuir consideravelmente.

  Segurança – Se você foi cuidadoso na preparação de seu refúgio e tudo está funcionando corretamente, tenha certeza de que mais de 99% das outras pessoas do mundo não foram tão cuidadosas e vão querer tomar o que é seu.  É a mesma lógica da fábula da cigarra e da formiga, a formiga trabalha durante todo o verão se preparando para ter onde morar e o que comer no inverno, enquanto a cigarra vagabunda não faz nada e quando chega o inverno ela vai bater na porta da formiga que ela ridicularizou durante o verão.  Essa é a metáfora perfeita para descrever a diferença entre os sobrevivencialistas e os “polianas” (aqueles que acham que tudo é lindo e nunca nada de ruim vai acontecer), por isso as medidas de segurança são fundamentais, especialmente no Brasil onde as cigarras e as polianas não só pedem, mas roubam, difamam e agridem a formiga porque acreditam piamente que é obrigação dela alimentá-las. Sendo assim você precisa se defender.

  A primeira medida de segurança é o sigilo, não espalhe para todo mundo que você tem um refúgio equipado, se não souberem que você tem não virão atrás. Esse é um ponto muito importante, pois a tendência natural do brasileiro é ajudar o primeiro malandro que chore e conte uma historinha triste (o “coitadismo” impera por aqui), se você ou alguém do seu grupo der algum tipo de suprimento para um estranho logo a notícia se espalhará e você terá uma multidão de desesperados na sua porta que não vão aceitar um não como resposta e cedo ou tarde vão acabar invadindo seu refúgio, tornando inúteis todas as suas preparações. Em uma situação de caos você não pode ser solidário, quem quiser bancar o santo logo se tornará um mártir.

  Depois de conscientizar o grupo desse perigo, é hora de pensar em medidas físicas de defesa. A idéia principal deve ser a de criar camadas de defesa para dificultar ao máximo roubos e invasões, por isso os refúgios em princípio nunca devem estar em áreas densamente povoadas (há exceções, mas estamos falando de um refúgio rural ideal), nem próximos de vias de grande circulação. Entre os sobrevivencialistas há os que preferem lugares altos para poder vigiar os arredores à distância e outros que preferem lugares mais baixos e escondidos, por acharem que casas em lugares altos chamam a atenção, pessoalmente eu acredito que o fundamental é que a casa não seja visível, se estiver em um local alto e não for visível de estradas ou cidades não há problema. Novamente, a primeira medida de defesa é o sigilo, não deixe os habitantes do refúgio expostos. A grande maioria dos sítios e chácaras comuns já possuem algum tipo de cerca viva ou plantação de bambu com essa finalidade, garanta que não só a casa e a plantação estejam ocultas, mas também as vias de acesso ao seu refúgio. Não deixe placas indicando sua presença e se for necessário faça uma curva na junção da estrada que dá acesso ao seu refúgio com a via principal e plante bambus dos dois lados para que quem não seja da região não consiga perceber muito facilmente que ali há um caminho.

  A segunda camada de defesa é a defesa perimetral, tenha cercas em torno do seu refúgio e mecanismos de alerta para identificar a presença de invasores. O mecanismo de alerta mais comum é o uso de cães, porém considere também o uso de gansos, pois um invasor pode tentar fazer amizade com os cães ou tentar envenená-los se eles não forem treinados, enquanto os gansos farão barulho em qualquer situação.  O cão de guarda só é útil se for bem treinado, capaz de neutralizar um invasor e conviver bem com os outros animais. Animais e cercas na maioria das vezes são suficientes para defender o perímetro, mas se a situação externa estiver muito ruim, considere o uso de armadilhas e torres de vigilância.

  Com todas essas preparações os riscos são minimizados, mas se houver uma invasão de fato, será necessário combater a ameaça diretamente e o melhor instrumento para isso são as armas de fogo. No quesito armas e munições a regra é simples: quanto mais, melhor.

  Armas e munições são itens raros de se obter na maior parte do país, por isso estoque o máximo que puder e se possível tenha material para recarregar os projéteis utilizados. Para ser mais específico, tenha ao menos três armas para cada membro de seu grupo que for capaz de empunhá-las e dê preferência às armas longas, pois pistolas e revólveres, além de serem mais difíceis de manusear, são mais úteis fora do refúgio (onde pode haver a necessidade de ocultar o porte) do que dentro para defendê-lo. O ideal seria que cada membro do grupo possuísse um rifle com luneta para vigilância e tiros de longa distância, uma espingarda pump (12) para confrontos diretos e um revólver como backup.

  Com isso em mãos é só criar padrões de procedimento para comunicação, vigilância e defesa e garantir que todos os conheçam e pratiquem regularmente.

  Essas são apenas considerações gerais básicas para a escolha de um local de refúgio, não deixe de analisar também a partir de suas condições específicas como tamanho do grupo, recursos disponíveis, localização geográfica, etc…

  Lembre-se que minúcia no planejamento é proporcional ao sucesso na execução.

  Fique atento.

  Sobreviva!

 

Por que ter um Refúgio?

  Para os sobrevivencialistas a criação de um refúgio é um conceito básico e bastante fácil de explicar, uma vez que é a forma mais segura e eficiente para se proteger da maioria das ameaças existentes, entretanto, nem todas as pessoas do mundo compartilham dessa visão, os sobrevivencialistas sempre estarão cercados de pessoas imprevidentes que acham que nunca vai acontecer nada de grave e que se preocupar em fazer preparações é bobagem, paranóia e jogar dinheiro fora. Razões para se preparar para catástrofes são simples e auto-explicativas, mas neste artigo quero demonstrar as vantagens de se ter um refúgio mesmo se nada acontecer.

  Um refúgio sobrevivencialista é um local auto-suficiente, para que no caso de um rompimento prolongado da cadeia de suprimentos normal que a sociedade utiliza, a capacidade de sobrevivência dos habitantes não seja significantemente abalada, para isso esperamos que nele haja uma fonte de água abundante, produção de alimentos e energia, estoque de armas, munições e medicamentos e tudo mais que alguém precise para continuar vivendo. Pois bem, dito isso vejamos agora como essas preparações podem lhe ajudar se nenhuma ameaça se concretizar:

Alimentos

  Produção de alimentos é um princípio básico do sobrevivencialismo, pode te proteger não só no caso de uma catástrofe de grandes proporções, mas também se houver uma perda menor no seu poder aquisitivo.  Se você possui um local para plantar ou criar animais, produzir alimentos se torna mais vantajoso que comprá-los no supermercado onde você terá que pagar pela colheita ou abate, processamento, embalagem, transporte, impostos, taxas bancárias, além do seu deslocamento de ida e volta de casa até o estabelecimento. Mesmo que você produza apenas uma pequena parte daquilo que consome já terá um impacto significativo em suas finanças.

  Os alimentos produzidos no refúgio serão orgânicos, pois não podem depender da cadeia de suprimentos de fertilizantes. Produtos orgânicos são mais saudáveis, lhe farão bem mesmo se nada de grave acontecer com o mundo ao seu redor.

  Refúgios sobrevivencialistas possuem depósitos para estocar alimentos e produtos para necessidades básicas por um longo tempo, comprando no atacado além do desconto na hora da compra seu estoque vai protegê-lo tanto da inflação dos preços como de uma eventual escassez, é um procedimento útil mesmo se nada terrível acontecer.

Energia

  A energia elétrica fornecida pela concessionária é cara e não é garantida, a qualquer momento o fornecimento pode ser interrompido e novas taxas podem ser criadas, painéis solares, geradores eólicos e turbinas para geração de energia micro-hidroelétricas ainda são formas caras de se obter eletricidade, mas com a crescente popularização a tendência é que esses métodos se tornem mais eficientes e acessíveis, de qualquer forma, se considerarmos a segurança de possuir formas independentes de se obter eletricidade o investimento a longo prazo continua sendo vantajoso e se considerarmos que no futuro haverão muitos veículos elétricos produzir a própria eletricidade se torna mais vantajoso ainda.

  Em um refúgio não podemos depender apenas de energia elétrica, por isso é importante que ele se localize em uma área com mata preservada para a obtenção de lenha para cozinhar ou aquecer a casa caso haja problemas com os equipamentos elétricos, mas mesmo que esses problemas não ocorram viver próximo da natureza, além de agradável, pode prevenir ou amenizar vários problemas de saúde.

Armas

  Possuir armas é fundamental para garantir sua sobrevivência, especialmente em locais distantes da civilização, é útil tanto para caçar quanto para te defender de animais predadores, é útil para te defender de um ladrão de galinhas até um colapso total da sociedade, mas mesmo que nada disso aconteça a posse de armas garante a sua liberdade e a prática de tiro é um excelente esporte que ajuda a elevar seu nível de concentração para outras tarefas.

  Enfim, ter um refúgio é algo interessante por vários motivos além da preparação para eventuais crises futuras, seja inteligente e cuide para tudo que você fizer melhore sua vida mesmo que nada dê errado.

  Seja um sobrevivencialista!