Não espere pela polícia

  Todos os dias nos telejornais somos bombardeados com a mesma mensagem: Não se arme, não faça justiça com as próprias mãos, não reaja, chame a polícia. O governo e seus agentes na mídia consideram a população um bando de idiotas covardes cuja vida não vale a pena ser protegida e o pior de tudo: Eles estão certos!

  A maioria esmagadora da população brasileira não faz absolutamente nada para se proteger de um eventual ataque de criminosos, algo que se torna mais comum a cada dia e quando alguém simplesmente sugere que as pessoas se defendam é severamente censurado, pois o “bom cidadão” não faz isso, se armar e defender a própria vida é errado, coisa de gente má e “inimiga da paz”, o certo é ficar quietinho e chamar uma entidade mágica salvadora, a polícia.

  Segundo a crença dos “bons cidadãos”, a polícia é uma entidade onipresente que virá imediatamente em seu socorro e os salvará de qualquer perigo, mas a realidade está muito distante desse sonho encantado. Se você acha que o melhor é ficar passivo como uma donzela esperando para ser salva por seu príncipe de farda, achou errado, pois a polícia não virá, se vier não chegará a tempo de salvá-lo e se chegar a tempo muito provavelmente causará mais problemas do que se não tivesse vindo.

 Para elucidar melhor essa questão, analise este mapa mental:

  Caso tenha problemas na visualização clique aqui.

  Neste mapa mental estão esquematizadas as possibilidades de desfecho caso você chame a polícia. Na primeira e mais comum simplesmente ninguém aparece, se você não conseguir convencer a atendente de que realmente precisa de ajuda ela ignorará seu chamado ou dirá que não há efetivo para lhe socorrer. Na segunda hipótese a polícia vem, mas não chega a tempo, seja porque as linhas telefônicas estavam ocupadas, o trânsito estava engarrafado ou porque os policiais se atrasaram de propósito para evitar o confronto com os criminosos, coisa muito comum, especialmente em assaltos a bancos. Na terceira hipótese tudo ocorre como deveria, a polícia chega a tempo de evitar o crime e o criminoso, caso não fuja, é detido e conduzido ao DP. A princípio pode parecer que está tudo resolvido, mas não está.

  Nos mesmos telejornais que incitam a completa submissão aos criminosos é comum ver as vítimas com cara de choro fazendo biquinho e dizendo: “Eu quero justiça”.  Mas fica a pergunta: Que justiça?

  Se o criminoso for detido, independentemente do delito cometido, ele não ficará muito tempo preso. Se ele for menor de idade a impunidade é total, menores podem agredir, roubar, estuprar e matar sem maiores restrições; na pior das hipóteses, caso o crime seja muito bárbaro e tenha ganhado destaque na mídia, o infrator será mantido por um curto período em uma “instituição educacional” para ser “ressocializado” de onde ele pode fugir facilmente, mas caso ele decida ficar vivendo lá às custas do Estado (e com direito a visita íntima!) por todo o período determinado ele sairá com a ficha limpa, pois ele “já pagou pelo que ele fez”. Se ele for maior de idade a coisa não muda muito, geralmente o criminoso detido é liberado depois de apenas um B.O. ter sido feito, pois nunca há provas…

  Na remota hipótese de haver prisão, julgamento e condenação o criminoso também não ficará preso por muito tempo, ele pode pedir um habeas corpus ou pagar fiança e sair livre logo depois de ser preso e no caso (raro) de ser definitivamente condenado cumprirá apenas 1/4 da pena estipulada ou até menos, pois ele pode se aproveitar das inúmeras brechas da lei como prestar serviços comunitários, ir para o regime semi-aberto por bom comportamento (?!), fugir depois de algum indulto ou qualquer um de tantos outros absurdos jurídicos que vemos diariamente.

  No final, diante deste quadro, só se pode chegar a uma conclusão: Você está só!

  Portanto arme-se e defenda-se, pois ninguém irá te proteger, não espere pela polícia!

  O criminoso não é um super-homem, na absoluta maioria das vezes em que a vítima armada reage quem leva a pior é o bandido, não dê ouvidos ao governo nem a nenhum bunda-mole da TV, se for atacado faça justiça com as próprias mãos, pois está é a única justiça que será feita.

  Não se preocupe demais com as conseqüências legais, da cadeia sai gente todos os dias (como demonstrado acima) do cemitério não.

  Você só tem uma vida, proteja-a bem.

 

Como escolher um refúgio?

  Para que um local de refúgio seja realmente seguro é necessário analisar cuidadosamente o maior número de variáveis possíveis que podem lhe afetar enquanto estiver vivendo lá. A primeira delas é a localização, assim como um estabelecimento comercial, muito do sucesso de um refúgio é determinado por sua localização, uma boa escolha pode lhe poupar bastante tempo e dinheiro na preparação. Sendo assim, quando for escolher o local, procure seguir uma ordem de prioridades para facilitar o trabalho de análise, vários enfoques podem ser utilizados, mas neste artigo vou analisar a partir da disponibilidade de recursos básicos para manutenção da vida. Para viver um ser humano precisa de:

Ar

Água

Alimentos

Saúde

Segurança

  Ar – A menos que você escolha viver em um local com altitude muito elevada, subterrâneo sem boa ventilação ou extremamente poluído, ar não deve ser problema.

  Água – Os seres humanos não sobrevivem sem água por muito tempo e em uma situação de caos não se pode contar com a água fornecida pela rede pública, portanto precisamos de fontes alternativas. O refúgio tem por objetivo garantir sua subsistência e para que isso seja realmente alcançado é importante aprender uma regra fundamental do sobrevivencialismo: a regra da tripla redundância.

  Confiar em uma única fonte de recursos não é uma boa forma de se preparar. Uma fonte pode dar problema, duas é bem mais difícil, mas com três fontes independentes é quase impossível que todas sejam interrompidas ao mesmo tempo. Essa é uma regra importante não só na preparação do refúgio, mas na vida de modo geral.

  No caso específico da água um bom refúgio deve ter um poço, estar próximo de um rio ou lago limpo, ter um reservatório para armazenar a água da chuva e contar com a água da rede pública comum que, enquanto estiver sendo fornecida regularmente, pode ser armazenada em uma caixa d’água grande ou em uma piscina. Com todas essas fontes e filtros de boa qualidade é muito pouco provável que a falta d’água seja uma ameaça.

  Alimentos – Seguindo o mesmo raciocínio devemos ter mais de uma fonte para a obtenção de alimentos, em um refúgio ideal há mais de três acres de terra agricultável, espaço para criação de animais para o consumo e para o trabalho, rios ou lagos piscosos e uma mata onde se pode caçar e obter lenha para cozinhar ou para aquecer a casa se o clima do local for frio.

  Saúde – Em uma situação de caos os principais cuidados com a saúde são higiene e nutrição, se as preparações para obtenção de água e alimentos forem bem feitas metade dos problemas estarão resolvidos.  Além da higiene e da nutrição a principal medida é disponibilizar medicamentos, seja através de um estoque de medicamentos convencionais ou do cultivo de plantas medicinais.  Em uma situação de curta ou média duração um bom estoque de medicamentos é suficiente, mas se o caos se prolongar será necessário usar métodos menos ortodoxos como anti-sépticos naturais. Em um mundo sem farmácias ou hospitais um pequeno ferimento pode ser fatal e por isso equipamentos de proteção para o trabalho também são indispensáveis.

  Outro aspecto importante é a saúde mental, tenha sempre material impresso para estudo e meios para entreter seu grupo, entretenimento não é futilidade, especialmente em situações de longa duração. Se os membros do seu grupo começarem a surtar devido ao tédio e ao isolamento suas chances de sobreviver podem diminuir consideravelmente.

  Segurança – Se você foi cuidadoso na preparação de seu refúgio e tudo está funcionando corretamente, tenha certeza de que mais de 99% das outras pessoas do mundo não foram tão cuidadosas e vão querer tomar o que é seu.  É a mesma lógica da fábula da cigarra e da formiga, a formiga trabalha durante todo o verão se preparando para ter onde morar e o que comer no inverno, enquanto a cigarra vagabunda não faz nada e quando chega o inverno ela vai bater na porta da formiga que ela ridicularizou durante o verão.  Essa é a metáfora perfeita para descrever a diferença entre os sobrevivencialistas e os “polianas” (aqueles que acham que tudo é lindo e nunca nada de ruim vai acontecer), por isso as medidas de segurança são fundamentais, especialmente no Brasil onde as cigarras e as polianas não só pedem, mas roubam, difamam e agridem a formiga porque acreditam piamente que é obrigação dela alimentá-las. Sendo assim você precisa se defender.

  A primeira medida de segurança é o sigilo, não espalhe para todo mundo que você tem um refúgio equipado, se não souberem que você tem não virão atrás. Esse é um ponto muito importante, pois a tendência natural do brasileiro é ajudar o primeiro malandro que chore e conte uma historinha triste (o “coitadismo” impera por aqui), se você ou alguém do seu grupo der algum tipo de suprimento para um estranho logo a notícia se espalhará e você terá uma multidão de desesperados na sua porta que não vão aceitar um não como resposta e cedo ou tarde vão acabar invadindo seu refúgio, tornando inúteis todas as suas preparações. Em uma situação de caos você não pode ser solidário, quem quiser bancar o santo logo se tornará um mártir.

  Depois de conscientizar o grupo desse perigo, é hora de pensar em medidas físicas de defesa. A idéia principal deve ser a de criar camadas de defesa para dificultar ao máximo roubos e invasões, por isso os refúgios em princípio nunca devem estar em áreas densamente povoadas (há exceções, mas estamos falando de um refúgio rural ideal), nem próximos de vias de grande circulação. Entre os sobrevivencialistas há os que preferem lugares altos para poder vigiar os arredores à distância e outros que preferem lugares mais baixos e escondidos, por acharem que casas em lugares altos chamam a atenção, pessoalmente eu acredito que o fundamental é que a casa não seja visível, se estiver em um local alto e não for visível de estradas ou cidades não há problema. Novamente, a primeira medida de defesa é o sigilo, não deixe os habitantes do refúgio expostos. A grande maioria dos sítios e chácaras comuns já possuem algum tipo de cerca viva ou plantação de bambu com essa finalidade, garanta que não só a casa e a plantação estejam ocultas, mas também as vias de acesso ao seu refúgio. Não deixe placas indicando sua presença e se for necessário faça uma curva na junção da estrada que dá acesso ao seu refúgio com a via principal e plante bambus dos dois lados para que quem não seja da região não consiga perceber muito facilmente que ali há um caminho.

  A segunda camada de defesa é a defesa perimetral, tenha cercas em torno do seu refúgio e mecanismos de alerta para identificar a presença de invasores. O mecanismo de alerta mais comum é o uso de cães, porém considere também o uso de gansos, pois um invasor pode tentar fazer amizade com os cães ou tentar envenená-los se eles não forem treinados, enquanto os gansos farão barulho em qualquer situação.  O cão de guarda só é útil se for bem treinado, capaz de neutralizar um invasor e conviver bem com os outros animais. Animais e cercas na maioria das vezes são suficientes para defender o perímetro, mas se a situação externa estiver muito ruim, considere o uso de armadilhas e torres de vigilância.

  Com todas essas preparações os riscos são minimizados, mas se houver uma invasão de fato, será necessário combater a ameaça diretamente e o melhor instrumento para isso são as armas de fogo. No quesito armas e munições a regra é simples: quanto mais, melhor.

  Armas e munições são itens raros de se obter na maior parte do país, por isso estoque o máximo que puder e se possível tenha material para recarregar os projéteis utilizados. Para ser mais específico, tenha ao menos três armas para cada membro de seu grupo que for capaz de empunhá-las e dê preferência às armas longas, pois pistolas e revólveres, além de serem mais difíceis de manusear, são mais úteis fora do refúgio (onde pode haver a necessidade de ocultar o porte) do que dentro para defendê-lo. O ideal seria que cada membro do grupo possuísse um rifle com luneta para vigilância e tiros de longa distância, uma espingarda pump (12) para confrontos diretos e um revólver como backup.

  Com isso em mãos é só criar padrões de procedimento para comunicação, vigilância e defesa e garantir que todos os conheçam e pratiquem regularmente.

  Essas são apenas considerações gerais básicas para a escolha de um local de refúgio, não deixe de analisar também a partir de suas condições específicas como tamanho do grupo, recursos disponíveis, localização geográfica, etc…

  Lembre-se que minúcia no planejamento é proporcional ao sucesso na execução.

  Fique atento.

  Sobreviva!

 

Por que ter um Refúgio?

  Para os sobrevivencialistas a criação de um refúgio é um conceito básico e bastante fácil de explicar, uma vez que é a forma mais segura e eficiente para se proteger da maioria das ameaças existentes, entretanto, nem todas as pessoas do mundo compartilham dessa visão, os sobrevivencialistas sempre estarão cercados de pessoas imprevidentes que acham que nunca vai acontecer nada de grave e que se preocupar em fazer preparações é bobagem, paranóia e jogar dinheiro fora. Razões para se preparar para catástrofes são simples e auto-explicativas, mas neste artigo quero demonstrar as vantagens de se ter um refúgio mesmo se nada acontecer.

  Um refúgio sobrevivencialista é um local auto-suficiente, para que no caso de um rompimento prolongado da cadeia de suprimentos normal que a sociedade utiliza, a capacidade de sobrevivência dos habitantes não seja significantemente abalada, para isso esperamos que nele haja uma fonte de água abundante, produção de alimentos e energia, estoque de armas, munições e medicamentos e tudo mais que alguém precise para continuar vivendo. Pois bem, dito isso vejamos agora como essas preparações podem lhe ajudar se nenhuma ameaça se concretizar:

Alimentos

  Produção de alimentos é um princípio básico do sobrevivencialismo, pode te proteger não só no caso de uma catástrofe de grandes proporções, mas também se houver uma perda menor no seu poder aquisitivo.  Se você possui um local para plantar ou criar animais, produzir alimentos se torna mais vantajoso que comprá-los no supermercado onde você terá que pagar pela colheita ou abate, processamento, embalagem, transporte, impostos, taxas bancárias, além do seu deslocamento de ida e volta de casa até o estabelecimento. Mesmo que você produza apenas uma pequena parte daquilo que consome já terá um impacto significativo em suas finanças.

  Os alimentos produzidos no refúgio serão orgânicos, pois não podem depender da cadeia de suprimentos de fertilizantes. Produtos orgânicos são mais saudáveis, lhe farão bem mesmo se nada de grave acontecer com o mundo ao seu redor.

  Refúgios sobrevivencialistas possuem depósitos para estocar alimentos e produtos para necessidades básicas por um longo tempo, comprando no atacado além do desconto na hora da compra seu estoque vai protegê-lo tanto da inflação dos preços como de uma eventual escassez, é um procedimento útil mesmo se nada terrível acontecer.

Energia

  A energia elétrica fornecida pela concessionária é cara e não é garantida, a qualquer momento o fornecimento pode ser interrompido e novas taxas podem ser criadas, painéis solares, geradores eólicos e turbinas para geração de energia micro-hidroelétricas ainda são formas caras de se obter eletricidade, mas com a crescente popularização a tendência é que esses métodos se tornem mais eficientes e acessíveis, de qualquer forma, se considerarmos a segurança de possuir formas independentes de se obter eletricidade o investimento a longo prazo continua sendo vantajoso e se considerarmos que no futuro haverão muitos veículos elétricos produzir a própria eletricidade se torna mais vantajoso ainda.

  Em um refúgio não podemos depender apenas de energia elétrica, por isso é importante que ele se localize em uma área com mata preservada para a obtenção de lenha para cozinhar ou aquecer a casa caso haja problemas com os equipamentos elétricos, mas mesmo que esses problemas não ocorram viver próximo da natureza, além de agradável, pode prevenir ou amenizar vários problemas de saúde.

Armas

  Possuir armas é fundamental para garantir sua sobrevivência, especialmente em locais distantes da civilização, é útil tanto para caçar quanto para te defender de animais predadores, é útil para te defender de um ladrão de galinhas até um colapso total da sociedade, mas mesmo que nada disso aconteça a posse de armas garante a sua liberdade e a prática de tiro é um excelente esporte que ajuda a elevar seu nível de concentração para outras tarefas.

  Enfim, ter um refúgio é algo interessante por vários motivos além da preparação para eventuais crises futuras, seja inteligente e cuide para tudo que você fizer melhore sua vida mesmo que nada dê errado.

  Seja um sobrevivencialista!

País sem futuro

  O principal fundamento do sobrevivencialismo é se preparar para problemas que podem ocorrer no futuro e para que nossas preparações sejam efetivas precisamos analisar de forma ampla e detalhada os rumos da sociedade atual. Alguém uma vez disse que para se conhecer o futuro basta que olhemos para os jovens de hoje e partindo dessa premissa podemos concluir que nosso futuro não será dos melhores.

  Antes de analisar a juventude atual, vamos voltar um pouco no tempo para entender como se chegou ao nível de degradação que vemos hoje e quais são os rumos possíveis para o futuro. Uma degradação dessas proporções, assim como os acidentes graves, não é fruto de uma única causa, mas de uma combinação de vários fatores, analisando cuidadosamente como o passado alterou presente podemos prever com maior grau de exatidão como será o futuro.

Passado

  O início do problema pode ser datado da década de 60, pois até os anos 50 a sociedade ocidental vivia dentro de um sistema de valores praticamente inalterado por séculos e por mais que as críticas a esse sistema sejam válidas e razoáveis, ele ao menos preservava a unidade familiar que é um item fundamental para uma sociedade minimamente sadia e segura.  Em meados dos anos 60 com o advento de métodos anticoncepcionais eficientes as pessoas começaram a rejeitar completamente os valores tradicionais fazendo o que ficou conhecido como “revolução sexual”.  Isso fazia sentido, uma vez que boa parte das proibições culturais vigentes na época envolvia restrições ao sexo e tais proibições existiam principalmente para evitar o nascimento de filhos indesejados, mas o que os “revolucionários” não entenderam é que os princípios morais não existiam apenas por essa razão e acabaram, como se diz na gíria, jogando fora o bebê junto com a água do banho.  Não há nenhum problema em se trocar a religião ou o sistema de valores de uma sociedade, aliás, é até saudável que isso aconteça, mas o fato é que destruíram um modelo e não colocaram nada no lugar, não surgiu nenhum sistema ético, religioso, filosófico, político, tribal ou de qualquer natureza que substituísse o anterior e por mais que a moral cristã tradicional seja digna de censura, era melhor do que o nada que se seguiu, é como se tivessem tirado um pneu careca de um carro e não colocassem nada no lugar, um pneu careca é melhor que nenhum pneu.

  A popularização dessas idéias de subversão da moral familiar tradicional como a banalização do divórcio, apologia à promiscuidade, erotização precoce, diminuição do valor da mulher no lar e na criação dos filhos e tudo mais que se tornou o padrão atual, ocorreu nos anos 70 e 80, coincidindo com o período de migração mais intensa para os grandes centros urbanos no Brasil, as pessoas vindas de áreas rurais começaram a emular o comportamento das pessoas da cidade grande, se a promiscuidade e a dissolução familiar são nocivas para pessoas de classe média com alguma instrução, para uma legião de analfabetos as conseqüências são muito piores e como o controle de natalidade e o planejamento familiar nunca foram significativos (devido à influência da igreja) o quadro começou a se tornar trágico.

  Como se isso não bastasse, as escolas, igrejas e toda a mídia do período estavam totalmente empenhadas em promover doutrinação socialista, que é totalmente contra a formação de famílias, tida por eles como uma forma de “dominação burguesa” e portanto um empecilho para sua revolução idiota, na cabeça oca dos vermelhos a vida das pessoas deve ser controlada do berço ao túmulo pelo Estado.  Mesmo com o fim da URSS e do agora livre acesso à informação ainda temos que conviver com uma geração de imbecis que foram educados nesse sistema e nunca pararam (nem vão parar) para pensar nas inconsistências dessa ideologia fracassada. Diante desse quadro não é difícil entender porque chegamos a tamanha degradação.

Presente

  Com o conceito de família devidamente destruído, chegamos aos dias de hoje; podemos fazer uma analogia entre a degradação moral e a imigração, a primeira geração mantém a língua e os costumes do país de origem, a segunda usa o idioma apenas na infância e mantém apenas alguns costumes na vida adulta, a terceira não conhece o idioma, sabe apenas algumas palavras e costumes de maneira bastante superficial e a quarta geração não faz a menor idéia de como era o mundo dos bisavôs. Assim também acontece com a degradação moral, depois de algumas gerações sem parâmetros, perde-se o rumo. Atualmente estamos entre a terceira e a quarta geração dos que abandonaram qualquer tipo de ética familiar e a tendência é que ela deixe de existir. Agora analisemos a juventude atual, para facilitar, vamos dividi-la em três grupos: baixa renda e escolaridade, média renda e baixo nível cultural e média renda e maior nível cultural.

  Baixa renda e escolaridade – Moradores da periferia dos grandes centros, esses jovens não conhecem o pai, a mãe engravidou de um estranho e não conhece seu paradeiro, seus irmãos são filhos de relacionamentos semelhantes de sua mãe com homens diferentes e igualmente desconhecidos. São criados na rua, largados a própria sorte, pois a mãe não quer nem saber deles, para sobreviver ela trabalha em um emprego mal remunerado e quando acaba o expediente ela só pensa em ir para a “balada” arrumar outro macho e talvez fazer mais alguns filhos. Muitas vezes ela leva seus namorados para dentro de casa e como em geral são senhores de fino trato, eles vão agredir ou abusar sexualmente de seus outros filhos, mas isso não a preocupa, pois para ela o que vale é o amor…

  Geralmente quando esses jovens têm alguma sorte (se é que podemos chamar assim) passarão por creches e escolas públicas e caso sobrevivam à negligência das creches, certamente terão problemas na escola. Na escola pública, além de não aprender nada, eles terão que conviver com outros selvagens que foram criados da mesma forma, dando início a um ciclo de agressões durante a infância que culminará em criminalidade e abuso de drogas na adolescência, caso seja um menino. Se for uma menina, certamente ela terá sua iniciação sexual na mais tenra idade com um vizinho, primo, irmão ou mais provavelmente com o namorado da mãe e logo abandonará a escola por estar grávida aos 12 anos. Mais uma vez mamãe não liga e ela jamais será censurada por seu comportamento.

  Ao fim da adolescência esses jovens de baixa renda serão incapazes de desempenhar qualquer papel decente na sociedade e imediatamente começarão a dar continuidade ao ciclo de miséria e tragédias resultantes desse comportamento repugnante, que eles veementemente se recusam a alterar; é quase impossível convencê-los a mudar o seu modo de vida, mesmo que seja para seu próprio bem. Eles farão piadas se forem admoestados e se tornarão agressivos caso alguém insista em contrariá-los, é ridículo, mas eles se orgulham da própria podridão. Se forem colocados em uma escola ela será depredada, os professores serão ignorados, se tentarem discipliná-los serão agredidos ou mortos e ainda somos obrigados a ouvir diariamente um exército de débeis mentais repetindo que a educação é a solução.

  Diante das inevitáveis desgraças que advém disso tudo começa o show de hipocrisia, logo surgem políticos (socialistas, obviamente) isentando as novas mamães de qualquer culpa, dizendo que não é delas, mas do Estado a obrigação de vestir, alimentar, educar e sustentar do berço ao túmulo seus filhos e tudo isso “gratuitamente”, seu único trabalho é abrir as pernas e produzir mais miseráveis eleitores.  A idéia de ter tudo de graça sempre os agrada, mas o fato é que não existe almoço grátis e a conta vai ser paga por eles mesmos e pela classe média ignorante que, incapaz de raciocinar, apóia a perpetuação desse sistema votando nos políticos vermelhos, repetindo seus chavões imbecis e, com seus coraçõezinhos cheios de culpa, eles seguem prejudicando o país (e a própria vida), premiando comportamentos nocivos à sociedade, sustentando filhos que não fizeram e achando que assim estão contribuindo para um “mundo melhor”.

  A pior parte de tudo isso é que esses jovens formarão a maior parte da população do futuro, acostume-se com a barbárie, pois a tendência é piorar, e muito. No futuro não faltarão ladrões, traficantes, seqüestradores, prostitutas, estupradores e estelionatários para tornar mais feliz a vida dos jovens do próximo grupo.

  Média renda e baixo nível cultural – O tipo mais irritante de todos, pois é puro desperdício. Esses jovens nasceram em uma família de classe média comum e tiveram uma infância padrão em seus primeiros anos de vida, mas como a mentalidade da sociedade “evoluiu” o casamento de seus pais não durou muito. Como não há mais a expectativa de um relacionamento duradouro, seus pais se divorciaram (quase sempre por algum motivo fútil) e agora eles vivem apenas com a mãe. Assim como a mãe pobre a mãe de classe média também está totalmente ausente da vida de seus filhos, se a pobre simplesmente ignora despudoradamente suas obrigações a mãe moderna de classe média se esconde atrás da desculpa de que gostaria de ficar com seus filhos, mas não pode porque está “cuidando de sua carreira profissional” e que ela “faz o melhor” para eles. Na verdade ela não se importa tanto assim e sempre que pode terceiriza a criação de seus filhos, todo tempo livre deles ela preenche com balé, natação, inglês para que eles fiquem distraídos e cansados e não possam impedi-la de “curtir a vida”, no final caberá à TV educá-los.

  A criança cresce só, insegura e sem um modelo familiar definido, novos “irmãos” aparecem e somem de acordo com os relacionamentos da mãe, o pai é uma figura que aparece apenas esporadicamente e quando aparece não é querido nem respeitado, pois sua mãe vive dizendo que ele é a pior pessoa do mundo, mas ela nunca recusa seu dinheiro, segundo ela essa é uma obrigação justa por ela ter ficado com a tarefa ingrata de criá-la, ou seja, além de não ter a presença da mãe a criança sabe que ela odeia sua companhia.

  Crescer sem a presença do pai é ruim para qualquer criança, mas essa é uma situação especialmente nociva para os meninos, a mãe moderna idiota em seu delírio feminista infantilóide, vai criá-lo como a princesinha da mamãe seguindo a cartilha do “politicamente correto”, tolhendo qualquer comportamento masculino do garoto, que em sua cabeça oca ela considera “violência”.  Então está feita a desgraça, uma geração de jovens covardes e emasculados que serão incapazes de enfrentar uma simples cara feia (que dirá o governo!), presas fáceis para qualquer um.

  Quando chegam à adolescência essas crianças que cresceram sem nenhum tipo de referencial dentro de casa vão buscá-lo fora. Em japonês a palavra família é composta por dois ideogramas, o que significa casa e o que significa tribo, família é portanto a “tribo da casa” em sentido literal; como esses jovens não têm uma tribo em casa eles vão se juntar às “tribos urbanas”.  Punks, góticos, skinheads, emos, opções não faltam, eles buscam esses grupos geralmente quando não se dão bem com a mãe, quando a relação é boa eles se tornam meros playboys e patricinhas. Seja qual for a opção escolhida, esses jovens começarão a sair para as “baladas”, a coisa mais importante de sua existência miserável (e de sua mãe também), lá eles consumirão álcool e drogas em abundância para serem aceitos no grupo e se esquecerem da vida vazia que levam. Aí começa o grande desperdício.

  Mesmo tendo uma família ruim esses jovens possuem recursos financeiros e acesso a todo tipo de informação, mas eles ignoram qualquer tipo de conhecimento, a internet só é usada para fofocar e todo o dinheiro que conseguem é gasto na “balada”. Pagam caro para entrar, pagam ainda mais caro o que consomem lá dentro e quando estão fora passam o tempo todo pensando em como gastar o que lhes resta em roupas e acessórios para “fazer bonito” da próxima vez. Comprar livros? Adquirir cultura? Nem pensar!

  Vamos esquecer por um momento a tragédia humana desse comportamento e calcular apenas o desperdício financeiro. Qualquer pessoa minimamente instruída sabe que guardando trezentos reais por mês a uma taxa de juros de 1% se obtém um milhão em 30 anos, se calcularmos o quanto esses jovens gastam por mês em roupas, sapatos, maquiagem, celular, transporte, bebidas e drogas veremos que dá bem mais que trezentos reais e como a adolescência é um fenômeno que está começando cada vez mais cedo e terminando cada vez mais tarde (para muitos nunca termina), imagine quanto dinheiro é desperdiçado. Quantos deles serão “cinqüentões” que possuirão mais de um milhão? Esse é o ponto crucial para se entender os problemas do futuro.

  Assim como na fábula da cigarra e da formiga, esses jovens nada poupam e quando as necessidades surgirem eles nada terão (isso se não estiverem atolados em dívidas com coisas inúteis) e nesse momento começam os problemas do ponto de vista sobrevivencialista.

  Pessoas sem dinheiro e sem cultura se comportam da mesma maneira, seja qual for a sua origem, como a vida desse grupo de jovens não difere muito dos de baixa renda, com pais ausentes e educação formal inútil (as escolas particulares não diferem muito em qualidade das públicas, pois ambas são controladas pelo MEC, a única diferença é o ambiente físico). Quando eles se virem sem dinheiro vão agir exatamente como os pobres, veja quantos deles já agem assim, quem nunca viu um “playboy mano”?  Analisando o histórico familiar não é difícil entender como surgem essas aberrações.

  Os que não se tornarem assaltantes vão engrossar o eleitorado do grupo político mais populista e totalitário que puderem encontrar e como sempre não faltarão oportunistas para ocupar o posto. Quando eles perderem a pensão do papai ou do vovô eles vão exigir que o governo lhes dê tudo de graça, eles têm direitos, os comunistas ensinaram que é assim!  Todo mundo sabe! Esqueça qualquer perspectiva de justiça e liberdade para o futuro.

  Média renda e maior nível cultural – Esses jovens também são um desperdício, mas por motivos opostos. Nascidos em um ambiente semelhante ao do grupo anterior, esses jovens não desperdiçaram as oportunidades de adquirir cultura. Durante a adolescência, por não se enquadrarem no perfil “baladeiro”, são ridicularizados e taxados de “nerds” e anti-sociais pelos demais.

  Por terem adquirido mais cultura, eles logo percebem que não há muita perspectiva para seu futuro, sua família não vale nada, sua capacidade intelectual superior será desprezada, a polícia não os protegerá, a justiça não garantirá seus direitos e nem poderão se manifestar politicamente, enfim, se nenhuma instituição pode lhes fornecer apoio, não é de se estranhar que eles comecem a desenvolver problemas psicológicos. Raramente encontraremos jovens desse grupo que não sofram de depressão, ansiedade, síndrome do pânico e outros transtornos semelhantes.

  Os que não se perderem na doença geralmente serão bem sucedidos nos negócios e por isso se tornarão vítimas preferenciais dos jovens dos outros grupos. Os mais prósperos e livres poderão sair do país, mas os que aqui ficarem serão uma minoria desarticulada e não terão condições de se organizarem politicamente para se protegerem. Fracos e dispersos, se tornarão a galinha dos ovos de ouro do governo, serão taxados e sobre taxados de todas as formas possíveis, mas por mais que o governo os tribute a arrecadação não será suficiente para cobrir os gastos com os demais, então começarão as expropriações. Mesmo tendo uma situação financeira mais confortável o futuro deles também não será muito agradável.

Futuro

  Analisando o perfil dos jovens e a forma como as coisas estão evoluindo é fácil perceber que quando a fúria dos que tiveram e perderam se somar com a inveja e ignorância dos que nunca tiveram em um ambiente sem instituições para contê-los o caos será inevitável.

  Não podemos prever se o caos virá em forma de ditadura socialista, guerra mundial, anarquia selvagem ou tudo isso junto, mas ele virá logo após uma grande Crise Econômica (Ver Ameaças > Crise Econômica), talvez possamos escapar da crise do petróleo encontrando substitutos, mas não escaparemos da crise da previdência e quando esses fatores se combinarem quem não tiver um Refúgio Sobrevivencialista bem equipado e em pleno funcionamento estará com sérios problemas.

  Prepare-se enquanto há tempo, não espere por mudanças miraculosas, não há escapatória, o comportamento dos jovens de hoje define o amanhã e se essa juventude é o futuro este é um país sem futuro.

OVELHAS, LOBOS e CÃES PASTORES

Autor: Dave Grossman, Ten Cel, Ranger, Ph.D., Autor de “On Killing”

  Um veterano do Vietnã, um velho coronel da reserva, certa vez me disse: “A maioria das pessoas em nossa sociedade são ovelhas. Eles são criaturas produtivas, gentis, amáveis que só machucam umas às outras por acidente.”

  Isso é verdade. Lembre que a taxa de assassinatos é de 6 por 100.000, por ano, e taxa de agressões sérias é de 4 por 1000, por ano. O que isso significa é que a esmagadora maioria dos norte americanos não são inclinados a machucarem uns aos outros.

  Algumas estimativas dizem que dois milhões de americanos são vítimas de crimes violentos todo ano. Um número trágico, assustador, talvez um recorde em matéria de crimes violentos. Mas existem quase 300 milhões de americanos, o que significa que as chances de ser vítima de um crime violento ainda é consideravelmente menor que uma em cem, em qualquer ano. Ainda, como muitos dos crimes violentos são praticados pelas mesmas pessoas, o número real de cidadãos violentos é consideravelmente menor que dois milhões.

  Há um paradoxo aí, e devemos pegar ambos os lados da situação: Nós podemos estar vivendo a época mais violenta da história, mas a violência ainda é surpreendentemente rara. Isso é porque a maioria dos cidadãos são pessoas gentis e decentes que não são capazes de machucarem umas às outras, exceto por acidente ou sob provocação extrema. Elas são ovelhas.

  Eu não quero dizer nada negativo quando as chamo de ovelhas. Para mim a situação é como a de um ovo de passarinho. Na parte de dentro ele é gosmento e macio, mas algum dia ele se transformará em algo maravilhoso. Mas o ovo não pode sobreviver sem sua casca dura. Policiais, soldados e outros guerreiros são como essa casca, e algum dia a civilização que eles protegem tornar-se-á algo maravilhoso. Por enquanto, eles precisam de guerreiros para protegê-los dos predadores.

  “E então há os lobos”, disse o velho veterano de guerra, “e os lobos alimentam-se das ovelhas sem perdão.” Você acredita que há lobos lá fora que irão se alimentar do rebanho sem perdão? É bom que você acredite. Há homens perversos nesse mundo que são capazes de coisas perversas. NO INSTANTE EM QUE VOCÊ SE ESQUECE DISSO, OU FINGE QUE ISSO NÃO É VERDADE, VOCÊ SE TORNA UMA OVELHA. Não há segurança na negação.

  “E então há os cães pastores”, ele continuou, “e eu sou um cão pastor. Eu vivo para proteger o rebanho e confrontar o lobo.”

  Se você não tem capacidade para a violência, então você é um saudável e produtivo cidadão, uma ovelha. Se você tem capacidade para a violência e não tem empatia por seus concidadãos, então você é um sociopata agressivo, um lobo. Mas e se você tem capacidade para a violência e um amor profundo por seus conterrâneos? O que você tem então? Um cão pastor, um guerreiro, alguém que anda no caminho do herói. Alguém que pode entrar no coração da escuridão, dentro da fobia humana universal e sair de novo.

  Deixe-me desenvolver o excelente modelo de ovelhas, lobos e cães daquele velho soldado. Nós sabemos que as ovelhas vivem em negação da realidade, e isso é o que as faz ovelhas. Elas não querem aceitar o fato de que há mal neste mundo. Elas podem aceitar o fato de que incêndios podem acontecer, e é por isso que elas querem extintores, sprinklers, alarmes e saídas de incêndio em tudo quanto é canto das escolas de seus filhos.

  Mas muitas delas ficam ultrajadas diante da idéia de colocar um policial armado na escola de seus filhos. Nossos filhos são milhares de vezes mais suscetíveis a serem mortos ou seriamente feridos por violência escolar do que por fogo, mas a única resposta da ovelha para a possibilidade de violência é a negação. A idéia de que alguém venha matar ou ferir seus filhos é muito dura, então elas escolhem o caminho da negação.

  As ovelhas geralmente não gostam dos cães pastores. Ele parece muito com o lobo. Ele tem dentes afiados e a capacidade para a violência. A diferença, no entanto, é que o cão pastor não deve, não pode e não irá nunca machucar as ovelhas. Qualquer cão pastor que intencionalmente machuque a ovelhinha será punido e removido. O mundo não pode funcionar de outra maneira, pelo menos não em uma democracia representativa ou uma república como a nossa.

  Ainda assim, o cão pastor incomoda a ovelha. Ele é uma lembrança constante que há lobos lá fora. As ovelhas prefeririam que ele não lhe dissesse para onde ir, não lhe desse multas e nem ficasse nos aeroportos, com roupas camufladas e segurando um M-16. As ovelhas prefeririam que o cão guardasse suas garras e dentes, se pintasse de branco e dissesse: “Béé”

  Até que o lobo aparece. Aí o rebanho inteiro tenta desesperadamente esconder-se atrás de um único cão.

  Os estudantes, as vítimas, na escola de Columbine eram adolescentes, grandes e durões. Sob circunstâncias ordinárias, elas nunca gastariam algum tempo de seu dia para dizer algo a um policial. Elas não eram crianças ruins, elas simplesmente não teriam nada a dizer a um policial. Quando a escola estava sob ataque, no entanto, e os times da SWAT estavam entrando nas salas e corredores, os policiais tinham praticamente que arrancar os adolescentes que se agarravam às suas pernas, chorando. É assim que as ovelhinhas se sentem quando a respeito de seus cães pastores quando o lobo está na porta.

  Olhe o que aconteceu depois do 11 de setembro, quando o lobo bateu forte na porta. Lembram-se de como a América, mais do que nunca, sentiu-se diferente a respeito de seus policiais e militares? Lembram-se de quantas vezes ouviu-se a palavra “herói”?

  Entendam que não há nada moralmente superior em ser um cão pastor; é apenas aquilo que você escolhe ser. Entendam ainda que um cão pastor é uma criatura esquisita. Ele está sempre farejando o perímetro, latindo para coisas que fazem barulho durante a noite, e esperando ansiosamente por uma batalha. Os cães jovens anseiam por uma batalha, é melhor dizer. Os cães velhos são mais espertos, mas ao ouvir o som das armas e perceberem que são necessários eles se movem imediatamente, junto com os jovens.

  É aqui que as ovelhas e cães pensam diferente. A ovelha faz de conta que o lobo nunca virá, mas o cão vive por aquele dia. Depois dos ataques de 11 de setembro, a maior parte das ovelhas, isto é, a maioria dos cidadãos na América disse “Graças a Deus que eu não estava em um daqueles aviões”. Os cães pastores, os guerreiros, disseram, “Meu Deus, eu gostaria de ter estado em um daqueles aviões. Talvez eu pudesse ter feito a diferença.” Quando você está verdadeiramente transformado em um guerreiro, você quer estar lá. Você quer tentar fazer a diferença.

  Não há nada de moralmente superior sobre o cão, o guerreiro, mas ele leva vantagem em uma coisa. Apenas uma. E essa vantagem é a de que ele é capaz de sobreviver em um ambiente ou situação que destrói 98% da população.

  Houve uma pesquisa alguns anos atrás com indivíduos condenados por crimes violentos. Esses presos estavam encarcerados por sérios e predatórios atos de violência: Assaltos, assassinatos e assassinatos de policias. A GRANDE MAIORIA DISSE QUE ESCOLHIA SUAS VÍTIMAS PELA LINGUAGEM CORPORAL: ANDAR DESLEIXADO, COMPORTAMENTO PASSIVO E FALTA DE ATENÇÃO AO AMBIENTE. Eles escolhiam suas vítimas como os grandes felinos fazem na áfrica, quando eles selecionam aquele que parece menos capaz de se defender.

  Algumas pessoas parecem destinadas a serem ovelhas e outras parecem ser geneticamente escolhidas para serem lobos ou cães. Mas eu acredito que a maior parte das pessoas pode escolher qual dos dois eles querem ser, e eu estou orgulhoso de dizer que mais e mais americanos estão escolhendo serem cães.

  Sete meses depois do ataque de 11 de setembro, Todd Beamer foi homenageado em sua cidade natal, Cranbury, Nova Jérsei. Todd, como vocês se lembram, era o homem no vôo 93, sobre a Pensilvânia, que ligou de seu celular para alertar um operador da United Airlines sobre o seqüestro. Quando ele soube que outros três aviões haviam sido usados como armas, Todd largou o telefone e disse as palavras “Let’s roll” o que as autoridades acreditam que tenha sido um sinal para os outros passageiros para confrontar os seqüestradores. Em uma hora, uma transformação ocorreu entre os passageiros – atletas, homens de negócios e pais – de ovelhas para cães pastores e juntos eles combateram os lobos, salvando um número indeterminado de vidas no chão.

  “Não há salvação para o homem honesto, a não ser esperar todo o mal possível dos homens ruins.” – Edmund Burke

  Aqui é o ponto que eu gosto de enfatizar, especialmente para os milhares de policiais e soldados para os quais falo todo ano. Na natureza, as ovelhas, as ovelhas de verdade, nascem assim. Cães nascem assim, bem como os lobos. Eles não têm uma chance. Mas você não é uma criatura. Você é um ser humano, e como tal pode ser o que quiser. É uma decisão moral consciente.

  Se você quer ser uma ovelha, então você pode ser uma ovelha e está tudo bem, mas você deve entender o preço a pagar. Quando o lobo vier, você e as pessoas que você ama morrerão se não houver um policial por perto para protegê-lo. Se você quer ser um lobo, tudo bem, mas os pastores o caçarão e você não terá nunca descanso, segurança, confiança ou amor. Mas se você quiser ser um cão pastor andar no caminho do guerreiro, então você deve tomar uma decisão consciente DIÁRIA de dedicar-se, equipar-se e preparar-se para aquele momento tóxico, corrosivo, quando o lobo vem bater em sua porta.

  Quantos policiais, por exemplo, levam armas para a igreja? Elas estão bem escondidas em coldres de tornozelo, coldres de ombro, dentro dos cintos ou nas costas. A qualquer hora em que você estiver no culto ou na missa, há uma boa chance que um policial na sua congregação esteja armado. Você nunca saberia se havia ou não um indivíduo assim em seu local de adoração, até que o lobo aparece para massacrar você e as pessoas que você ama.

  Eu estava treinando um grupo de policiais no Texas e, durante o intervalo, um policial perguntou a seu amigo se ele levava a arma para a igreja. O outro respondeu “Eu nunca vou desarmado à igreja” Eu perguntei por que ele tinha uma opinião tão firme a esse respeito, e ele me contou a respeito de um policial que ele conhecia que estava em um massacre em uma igreja em Fort Worth, Texas, em 1999. Nesse incidente, uma pessoa desequilibrada mentalmente entrou na igreja e abriu fogo, matando quatorze pessoas. Ele disse que o policial acreditava que ele podia ter salvado todas as vidas naquele dia se ele estivesse carregando sua arma. Seu próprio filho foi atingido, e tudo o que ele pôde fazer foi atirar-se sobre o corpo do garoto e esperar a morte. Aquele policial me olhou nos olhos e disse “Você tem idéia do quão difícil é viver consigo mesmo depois disso?

  Alguns ficariam horrorizados se soubessem que esse policial estava na igreja armado. Eles o chamariam de paranóico e provavelmente o admoestariam. Ainda assim, esses mesmo indivíduos ficariam enfurecidos e pediriam que “cabeças rolassem” se descobrissem os air bags de seus carros estavam defeituosos, ou que os extintores de incêndio nas escolas de seus filhos não funcionavam. Eles podem aceitar o fato que fogo e acidentes de trânsito podem acontecer e que devem haver medidas de segurança contra eles.

  A única resposta deles ao lobo, no entanto, é a negação, e, freqüentemente, sua única resposta ao cão pastor é a chacota e o desdém. Mas o cão pastor pergunta silenciosamente a si mesmo “Você tem idéia do quão duro seria viver consigo mesmo se seus entes queridos fossem atacados e mortos, e você ficasse ali impotente porque está despreparado para aquele dia?”

  É a negação que transforma as pessoas em ovelhas. Ovelhas são psicologicamente destruídas pelo combate porque sua única defesa é a negação, que é contra produtiva e destrutiva, resultando em medo, impotência e horror, quando o lobo aparece.

  A negação mata você duas vezes. Mata uma, no momento da verdade, quando você não está fisicamente preparado: você não trouxe sua arma, não treinou. Sua única defesa era o pensamento positivo. Esperança não é uma estratégia. A negação te mata uma segunda vez porque mesmo que você sobreviva fisicamente, você fica psicologicamente destroçado pelo seu medo, impotência e horror na hora da verdade.

  Gavin de Becker coloca dessa maneira em “Fear Less”, seu soberbo livro escrito após o 11/Set., leitura requerida para qualquer um tentando entender a atual situação global: “… a negação pode ser sedutora, mas ela tem um efeito colateral insidioso. Apesar de toda a paz de espírito que aqueles que negam a realidade supostamente alcançam por dizerem que as coisas não são tão sérias assim, a queda que eles sofrem quando ficam cara a cara com a violência é muito mais perturbadora.”

  A negação é uma situação de “poupe agora pague mais tarde”, uma enganação, um contrato escrito só em letras miúdas. A longo prazo, a pessoa que nega acaba conhecendo a verdade em algum nível.

  Assim, o guerreiro deve lutar para enfrentar a negação em todos os aspectos de sua vida, e preparar-se para o dia em que o mal chegará.

  Se você é um guerreiro que é legalmente autorizado a carregar uma arma e você sai sem levar essa arma, então você se transforma em uma ovelha, fingindo que o homem mau não virá hoje. Ninguém pode estar ligado 24 horas por dia, 7 dias por semana, a vida inteira. Todos precisam de tempo de repouso. Mas se você está autorizado a portar uma arma e você sai sem ela, respire fundo e diga para si mesmo:

 “BÉÉÉÉÉÉÉ…”

 Essa história de ser uma ovelha ou um cão pastor não é uma questão de sim ou não. Não é um tudo ou nada. É uma questão de degraus, um continuum. De um lado está uma desprezível ovelha com a cabeça totalmente enfiada na terra, e no outro lado está o guerreiro completo. Poucas pessoas existem que estão completamente em um lado ou outro. A maioria de nós vive no meio termo. Desde 11 de Setembro, quase todos na América deram um passo acima nesse continuum, distanciando-se da negação. A ovelha deu alguns passos na direção de aceitar e apreciar seus guerreiros, e os guerreiros começaram a tratar seu trabalho com mais seriedade. O grau para o qual você se move nesse continuum, para longe da “ovelhice” e da negação, é o grau no qual você estará preparado para defender-se e a seus entes queridos, fisicamente e psicologicamente, na hora da verdade.

Tendências sobrevivencialistas

  O sobrevivencialismo é um conceito amplo que foi adotado por muitas pessoas de locais e origens diferentes e por isso varia bastante quanto aos métodos e estratégias usados para se atingir um fim comum: Aumentar as chances de sobrevivência frente a ameaças fatais.

  Para atingir este objetivo é necessário fazer planos, adquirir habilidades, equipamentos, construir abrigos, operar veículos e isso muitas vezes está além da capacidade financeira ou intelectual de um único indivíduo ou núcleo familiar. Criar estratégias eficientes, especialmente para situações de longo prazo, é uma tarefa complexa e por isso foram criados os grupos de sobrevivencialistas. Pessoas diferentes agem de forma diferente mesmo quando buscam um mesmo objetivo, portanto grupos bastante distintos de sobrevivencialistas com diferentes vantagens e desvantagens foram criados, basicamente podemos classificá-los em grupos com as seguintes tendências:

Ecologistas

  Buscam viver  em harmonia com a natureza, minimizando o impacto natural  causado pela civilização. Geralmente esses grupos criam ecovilas, praticam permacultura, reciclam seus resíduos, adotam um estilo de vida saudável e são amistosos. Tecnicamente são muito bons e conseguem criar formas sustentáveis para se viver em longo prazo, o que é extremamente útil para uma situação FMCC (TEOTWAWKI) ou similar, mas quando esta tendência é exacerbada começam surgir algumas desvantagens. Devido a sua natureza ideológica tais grupos atraem muitos hippies, vegans, místicos new age e afins que quando estão em grande número comprometem o bom andamento do grupo e a capacidade de sobrevivência do mesmo por negligenciar alguns aspetos importantes referentes à ciência e tecnologia. Isso é muito ruim, mas a principal desvantagem desses grupos é desprezar completamente o quesito defesa. Preservam o planeta, criam belas ecovilas que serão utilizadas por outros, pois aqueles que acham que tudo se resolve com conversa acabam sendo eliminados por aqueles que discordam desse ponto de vista.

Primitivistas

  Acreditam que a melhor forma de garantir a sobrevivência em uma situação de caos prolongado é usar técnicas primitivas de sobrevivência, pois a tecnologia moderna seria difícil de ser mantida ou restabelecida nesta situação. A importância de se conhecer e ser capaz de utilizar tais técnicas é incontestável, entretanto quando se foca demais nisso muitos acabam se tornando irracionalmente anti-tecnológicos, ignorando a realidade e perdendo a praticidade (mesmo em uma situação de FMCC seria muito mais fácil encontrar fios e cordas para amarrar coisas do que usar tendões secos de animais); em casos extremos como o dos Amish e de outros grupos religiosos semelhantes que proíbem seus membros de utilizarem qualquer tecnologia moderna a capacidade de sobrevivência também fica comprometida, a vida na antiguidade não era fácil, as pessoas morriam por causa de coisas hoje consideradas banais. Se o intuito é sobreviver nenhum conhecimento deve ser desprezado.

Hi-Techs

  Ao contrário dos primitivistas eles acreditam que a melhor saída para sobreviver é usar tecnologia moderna, para isso buscam formas mais seguras de obter energia elétrica através de fontes independentes (solar, eólica, hidrelétrica) para continuar usando seus equipamentos, buscam produzir biocombustíveis para continuar usando seus carros, criam mini-laboratórios para produzir medicamentos e abrigos extremamente bem elaborados. É uma forma excelente de se preparar para o caos, mas essa mentalidade tem alguns problemas sérios; um dos maiores é o preço, comprar e manter sistemas alternativos é muito caro, está muito além da capacidade financeira de uma pessoa comum, são poucos os que conseguiriam montar um esquema de proteção eficiente com recursos próprios. Outra desvantagem é que seria necessário muitas pessoas com conhecimento técnico em várias áreas para mantê-lo, o que trás de volta o problema da dependência de um sistema que não pode falhar. Ficar preso a isso é andar em círculos.

Paramilitares

  São grupos que acreditam na sobrevivência pela força, montam milícias, estocam armas e constroem bunkers quase inexpugnáveis. Em um primeiro momento de uma situação de caos essa é a opção mais confiável de sobrevivência, mas se a situação se prolongar esses grupos deixam de ser eficientes. Com o passar do tempo não haverá mais nada para saquear e como o foco desses grupos está todo no combate, as demais habilidades de sobrevivência tendem a ser negligenciadas, o que compromete o seu sucesso no longo prazo.

Conclusão

  Por problemas culturais, econômicos e geográficos não podemos nos ater a nenhuma dessas tendências, nem seria lógico fazê-lo. O melhor que temos a fazer é combinar os elementos positivos desses grupos e tentar minimizar as desvantagens quando a tendência geral se aproximar de um desses lados.

 

Por que ser um sobrevivencialista?

  Ser um sobrevivencialista é uma necessidade, com o passar do tempo e a evolução da tecnologia, a sociedade se tornou absurdamente dependente de um sistema frágil e complexo que quando falha leva consigo as vidas de muitos que nele confiavam cegamente. Os sobrevivencialistas são pessoas independentes, confiantes e inteligentes que tomam para si a responsabilidade sobre suas vidas, que não aceitam a miserável condição de depender de outros para tudo em todos os momentos de sua existência, mas antes de continuar a expor razões para se tornar sobrevivencialista considero importante expor os problemas de se ignorar este conceito e agir como uma pessoa comum.

  Pessoas comuns, especialmente as de cultura ibérica, quando se deparam com informações referentes à como se proteger em situações de emergência e se tornar auto-suficientes acham tudo absurdo, elas foram ensinadas durante toda a sua vida a serem dependentes, a escola, as igrejas, os jornais e principalmente a TV reforçam a mensagem de que elas nada são e nada podem, que devem ficar quietinhas, pois o governo ou os céus vão cuidar de tudo e para isso basta que elas sejam boazinhas e obedientes. Elas não podem ler esse tipo de informação e ficar indiferentes, pois o sobrevivencialismo mostra o que eles são na verdade: Gado!

  Como o gado elas dependem totalmente de outros para todos os aspectos de sua sobrevivência, dependem de outros para cultivar, colher, criar, matar, processar, embalar, transportar e muitas vezes até cozinhar seu alimento, dependem de outros para construir suas casas, para ter água potável, para construir, abastecer e consertar seus veículos, para ter segurança e quando algum problema acontece o máximo que conseguem fazer é gritar, chorar e espernear exigindo que alguém tome providências, que alguém os proteja, que alguém faça “justiça”, que alguém garanta seus “direitos”, pois são totalmente incapazes de qualquer coisa.

  Viver assim é mais do que imprudência, é loucura.

  Os sobrevivencialistas sabem que este tipo de mentalidade além de imbecil é fatal e por isso se esforçam para adquirir conhecimentos e habilidades que lhes permitam sobreviver às mais diversas adversidades. Há menos de um século a maioria das pessoas possuía habilidades de sobrevivência, plantavam sua comida, criavam e abatiam seus animais, pescavam, caçavam, conheciam algum tipo de remédio para males cotidianos, eram capazes de fazer partos, defendiam-se de animais ferozes ou agressores humanos, enfim, mesmo em grupos pequenos eram capazes de realizar a maioria das tarefas necessárias à sobrevivência de forma independente. Hoje, mesmo em localidades afastadas dos grandes centros urbanos, o número de pessoas capazes de realizar tais tarefas é mínimo. Tire-os da tomada e o mundo acaba.

  Trazer de volta esta independência é uma das metas dos sobrevivencialistas. Ser independente não implica em rejeitar os avanços da tecnologia, ao contrário, devemos sempre usar todo o conhecimento existente para aumentar nosso conforto, nossa segurança e nosso grau de independência. Aqueles que pensam como os sobrevivencialistas estão presentes na formação de todas as sociedades, são aqueles que preservam a cultura e a civilização em meio ao caos, portanto não perca tempo, não seja mais uma vítima das circunstâncias, comece a agir agora, prepare-se!

Seja um Sobrevivencialista!